Seis dos jovens talentos literários da América estão publicados em Portugal

De dez em dez anos a revista Granta aposta em 21 novos talentos das letras norte-americanas. Os nomes de 2017 foram conhecidos esta quarta-feira: Ben Lerner, Emma Cline e Garth Risk Hallberg estão entre eles.

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Seis dos 21 nomes eleitos como melhores jovens romancistas norte-americanos com menos de 40 anos pela revista Granta estão publicados em Portugal. São eles Ben Lerner, autor do romance 10:04 (Teorema, 2015); Emma Cline, com o best-seller As Raparigas (Porto Editora, 2016), Anthony Marra, que também no ano passado viu publicar-se por cá O Czar do Amor e do Tecno (Teorema); Lauren Groff, com Destinos e Fúrias (Presença, 2016), romance muito elogiado pelo ex-presidente Barack Obama; Garth Risk Hallberg, autor de A Cidade em Chamas (Teorema, 2015) e Karan Mahajan que já este ano publicou em Portugal A Associação das Pequenas Bombas (Relógio d'Água, 2016).

Publicada de dez em dez anos, a lista da Granta conquistou o estatuto de referência em relação ao talento de jovens autores, privilegiando além da qualidade nomes que revelam a diversidade e o dinamismo da literatura produzida nos Estados Unidos. Muitos dos escritores têm dupla nacionalidade, sobretudo com raízes em África e na América Latina mas todos escrevem em língua inglesa.

O júri deste ano — de que faziam parte os escritores Patrick deWitt, A M Homes, Kelly Link e Ben Marcus e ainda a editora da Granta, a sueca Sigrid Rausing — escolheu ainda Ottessa Moshfegh, que integrou a shortlist do Booker Prize de 2016 com o romance Eileen, Rachel B Glaser, Chinelo Okparanta, Sana Krasikov, Claire Vaye Watkins, Yaa Gyasi, Mark Doten, Halle Butler, Esme Weijun Wang; Greg Jackson, Jen George, Joshua Cohen, Dinaw Mengestu, Catherine Lacey e Jesse Ball. A revista Granta 139: Best of Young American Novelists 3 vai ser distribuída internacionalmente a 4 de Maio mas já está disponível para compra online.

Há dez anos, quando foi publicada a última lista, a Granta chamava a atenção para Jonathan Safran Foer, do elogiado Extremamente Alto e Incrivelmente Perto (Bertrand, 2012); Nicole Krauss, A História do Amor (Dom Quixote, 2006); Anthony Doerr, Toda a Luz que Não Podemos Ver (Presença, 2015) ou Gary Shteyngart, Absurdistão (Estampa, 2007).

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