"No come back, I swear"! Nas fronteiras da Europa, as missões são uma mistura de sentimentos

Desde 2005 que o trabalho de vigilância e gestão das fronteiras europeias é coordenado pela Frontex, com recurso a meios disponibilizados pelos diversos estados-membro da União Europeia. A GNR participa nestas missões internacionais desde o início.

"É complicado". Explicar como é participar numa missão da Frontex "é complicado" para o tenente Diogo Gomes, da GNR, que comandou uma missão na Grécia entre Agosto e Outubro do ano passado. Por um lado, há a missão de proteger as fronteiras da Europa, por outro, há o drama diário de receber milhares de pessoas desesperadas.

São missões que deixam marcas nos militares, mas que são acompanhadas de perto e preparadas ao máximo. "Os militares, quando vão para esses países, já sabem muito bem aquilo que vão encontrar", garante a capitão Ana Lopes, que em 2016 coordenou toda a missão da GNR na Grécia durante três meses.

"Mesmo lá, nós continuamos a ser acompanhados, podendo fazer videoconferências com os psicólogos da GNR a qualquer momento".

Em 2018, o número de entradas ilegais através das fronteiras europeias foi de 150 mil, um quarto do número de entradas em 2017 e muito longe do pico da crise migratória registado em 2015.

Cerca de um em cada cinco migrantes ilegais alegaram ter menos de 18 anos e quatro mil menores não acompanhados foram detectados nas fronteiras exteriores da Europa.

A descida deve-se sobretudo à redução do número de migrantes que arrisca a travessia do Mediterrâneo a partir da Líbia e da Algéria com destino à Itália.

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