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OK, não existem raças humanas. Mas porquê?

O conceito de raça tem implícito uma uniformidade populacional de longa duração que não existe. Não há raças, mas existem pequenas diferenças entre populações e é preciso saber lidar com elas sem abrir a porta a velhas ideias racistas.

Ideias acerca de raças e das suas alegadas diferenças têm sido usadas ao longo da história para justificar desumanidades. Essas ideias estão obviamente erradas. Não existem raças humanas e as presumidas diferenças entre elas — relacionadas com a inteligência ou outras capacidades cognitivas, por exemplo — não têm qualquer fundamento. O conceito de raça foi desacreditado ao longo do século XX, primeiro pela antropologia e logo depois pela biologia. No século XXI a genética entrou em campo a sério e não só triturou qualquer vestígio do conceito de raça, como trouxe uma perspectiva muito mais rica acerca da história das populações humanas. E também um desconforto: a possibilidade da existência de diferenças biológicas significativas entre agrupamentos populacionais (não, não é um eufemismo para raças), contrariando a ortodoxia científica da segunda metade do século XX.