Violência xenófoba mata mais duas pessoas em Joanesburgo

Segundo o Presidente Ramaphosa, o ódio aos estrangeiros já matou dez pessoas desde 1 de Setembro.

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O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa EPA

Duas pessoas morreram no domingo na cidade sul-africana de Joanesburgo em confrontos entre grupos um grupo que se manifestou contra os estrangeiros e outro que pedia o fim da violência xenófoba. 

“Uma vítima foi baleada em Denver, outra foi esfaqueada em Hillbrow”, disse o porta-voz da polícia, Wayne Minnaar, ao canal público SABC. “A Jules Street e Malvern pareciam zonas de guerra com saques de várias lojas, veículos e pneus a arder e muita violência”, afirmou.

Os violentos protestos eclodiram no domingo à tarde no centro da capital sul-africana, depois de um veterano político do partido Zulu Livre Inkatha, Mangosuthu Buthelezi, ter apelado ao fim da violência contra os estrangeiros.

Um grupo de pessoas armadas com paus e machetes atacou o grupo. Segundo a polícia, duas pessoas morreram, cinco ficaram feridas e 17 foram detidas por violência pública.

A Liga da Mulher do Congresso Nacional Africano (ANC), partido no poder, pediu nesta segunda-feira ao Governo para adoptar medidas que ponham fim à violência xenófoba e instou o Presidente, Cyril Ramaphosa, a declarar o estado de emergência no país.

Desde 1 de Setembro, pelo menos dez pessoas morreram devido à violência xenófoba na África do Sul, afirmou na quinta-feira o Presidente Ramaphosa, que considerou os ataques e saques injustificáveis.

“Sabemos que pelo menos dez pessoas morreram nessa violência”, disse o chefe de Estado. “Não há desculpa para a xenofobia” nem “justificação para os saques e destruição”.

Desde o início da violência, a polícia deteve mais de 500 pessoas.