Crítica

O peso da gravidade

Brad Pitt é excelente nesta fascinante e frustrante viagem aos confins do espaço que é, na verdade, uma viagem ao interior de si mesmo.

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Vamos desde já atirar as comparações evidentes para o meio da mesa. 2001: Odisseia no Espaço, claro (o espaço como última fronteira do conhecimento). Interstellar, obviamente (a esperança em algo mais). Gravidade, sim (como sobreviver à solidão absoluta). Aqui, as coisas começam a tornar-se interessantes: Solaris, tanto o clássico de Tarkovsky como a injustamente menosprezada versão de Soderbergh. O Cosmonauta Perdido, o clássico esquecido de Douglas Trumbull. A obra completa de Terrence Malick, na sua busca da transcendência mística através do abandono formal (e Ad Astra foi rodado em película). São ecos que percorrem Ad Astra, mas sempre apenas como presenças fantasmagóricas, evocações desencarnadas, um pouco como Tommy Lee Jones, o astronauta desaparecido numa missão passada, paira sobre toda a vida do filho que escolheu seguir a carreira do pai, Brad Pitt.