Reportagem

O Nicolau já ladra no Porto

Brunches variados, panquecas, saladas, hambúrgueres, bowls, tostas abertas e cafés. O Nicolau estreia-se no Porto com uma ementa pensada para todas as horas do dia.

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Nelson Garrido
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Hambúrguer vegetariano
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Pouco passa das 10h, mas o frenesim já é intenso. No exterior, mesmo ao lado da esplanada, vai-se formando uma fila para entrar. No interior, as paredes verde-água, os tons azulados, as madeiras e as plantas penduradas em vasos que decoram a sala tornam o ambiente exótico, num espaço quase lotado e repleto de luz natural. Tal como em Lisboa, o Nicolau abriu numa esquina arejada, na Baixa do Porto, este Verão, entre a Rua da Conceição e a Rua do General Silveira, com as grandes janelas a servirem de montra para o exterior. A mascote – o cão de raça teckel (mais conhecido como o cão-salsicha) – é a imagem do café e está exposta num quadro, logo à entrada. Inaugurado na capital, em 2016, por Bárbara Pinto e Bernardo Mesquita, o Nicolau, um espaço pet friendly, agora também ladra no Norte.  

O Nicolau abriu há três anos na Baixa de Lisboa e o sucesso foi tal que, em 2018, o conceito chegou a Campo de Ourique com a abertura do restaurante Amélia – “a cadela de raça poodle que é namorada do Nicolau”, conta a história –, um espaço com um pátio e brunch servido a qualquer hora. Em Novembro de 2018 abriu o primo, o Basílio (baseado no romance de Eça de Queirós), na zona do Campo das Cebolas, também em Lisboa. Depois de três projectos na capital, a marca decidiu rumar para Norte e “abrir portas numa zona maravilhosa da cidade, cheia de luz e cheia de vida”, pode ler-se no site oficial do Nicolau.

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O mais recente membro da matilha é uma réplica do Nicolau de Lisboa, mas “já está a ganhar vida própria”, explica Miguel Passos, responsável pela loja do Porto. Desde logo, continua, pela afluência. Assim, “faz sentido, no Porto, alargar o horário de fecho”, nomeadamente pela quantidade de turistas (e não só) que visitam o local. Apesar disso, os objectivos são os mesmos para ambos os espaços: “Ser um café de referência, permanecer aqui [no Porto] muitos anos, ter comida saudável e um bom ambiente”, que seja capaz de atrair o maior número de pessoas possível. Este novo Nicolau, para além dos 60 lugares sentados, tem também alguns lugares na pequena esplanada, que pode aproveitar caso não chegue nas horas de maior movimento. Se for esse o caso, é provável que tenha de esperar alguns minutos. A decoração “peculiar”, as cores garridas e o design inovador fazem deste “um espaço de referência”. 

No café do número 4 do Largo Alberto Pimentel, onde trabalham cerca de 25 colaboradores, há uma grande aposta nos brunches, nos “produtos biológicos” e no café, refere Miguel Passos. A oferta gastronómica é variada e a ementa – bonita e apetitosa – é pensada para todas as horas do dia, destacando-se pelas opções saudáveis. Aos pratos mais pedidos em Lisboa – as panquecas Nicolau e Amélia (6,50€ e 6,80€, respectivamente), o Nicolau Burger (um hambúrguer grelhado com abacate e maionese de caril, servido em pão feito com tomate, a 8,50€); as bowls asiática e de frango (9€); e os ovos escalfados em tosta de abacate e granola salgada de curcuma (6,80€) – acrescentam-se algumas novidades no Porto. É o caso do caril vegan de grão e legumes (9€), do nasi goreng (de influência indonésia) com frango, legumes e ovo escalfado (10€), dos tacos de camarão grelhados com abacate, manga e couve-roxa (8,50€) e da shakshuka (ovos escalfados em molho de tomate picante e vegetais, a 7€). A alternativa é um menu brunch, a 15€. Para acompanhamento, há sumos naturais, smoothies, chás e uma grande variedade de cocktails e, sobretudo, de cafés – uma das grandes apostas da marca. A título de exemplo, o barista – profissional especializado em cafés de alta qualidade – foi a grande contratação do Nicolau, uma vez que que “entra em campeonatos nacionais e faz os melhores cafés da cidade”, garante Miguel.

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O arroz-doce de coco vegan com fruta, o bolo de alfarroba com frutos vermelhos e o healthy bounty (a partir 2,50€) são algumas das opções doces. Para Miguel Passos, o mais importante é que o Nicolau seja “o mais orgânico possível”, daí a inclusão de ingredientes como beterraba, abóbora, grão-de-bico, quinoa, bulgur, bem como bolos sem açúcar, muita fruta e legumes e pouca carne – só existem dois pratos que a incluem. Tudo o que está na carta pode ser pedido das 9h às 22h. 

Para já, “o feedback está a ser muito bom”, assegura Miguel. “As pessoas adoram e nós estamos muito contentes”, acrescenta, sublinhando o facto de quererem “sempre melhorar o serviço”. 

Texto editado por Sandra Silva Costa