O homem que deu a volta ao mundo num girocóptero em 175 dias

“Este mundo está a abarrotar de oportunidades e de coisas incríveis. Mas nada vai bater à porta e dizer-te ‘surpresa!’”, disse James Ketchell quando aterrou.

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James Ketchell
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James Ketchell tornou-se a primeira pessoa a dar a volta ao mundo como tripulante de um girocóptero, uma aeronave (inventada em 1923 pelo espanhol Juan de la Cierva que o apelidou de Autogiro) cuja sustentação em voo é fornecida por asas rotativas. O aventureiro britânico completou uma jornada de seis meses (percorreu 37 mil quilómetros) dentro do pequeno aparelho, cuja cabine está exposta aos elementos.

“Uma montanha-russa de emoções”, resumiu Ketchell à agência de notícias AP depois de aterrar num aeroporto em Hampshire, Inglaterra, no domingo, perante um grupo de familiares e amigos. “Foi mágico”, disse a propósito de uma aventura “nada fácil” composta por 123 voos. “Foi até bastante difícil”, continuou James Ketchell, que durante a viagem arrecadou mais de nove mil libras (cerca de 10 mil euros) para duas instituições de solidariedade social.

O britânico falou de uma “missão”, de “inspirar as pessoas a seguir os seus sonhos: “Aqui estou eu! Voei à volta do mundo, pedalei por todo o mundo [29 mil quilómetros através de 20 países, em 2013], subi ao Evereste [em 2011], remei no Atlântico [a travessia, em 2010, durou 110 dias, quatro horas e quatro minutos], escrevi um livro e falei em todo o lado perante milhares de pessoas”.

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Ketchell partira a 31 de Março. 175 dias depois lembrou a quem o acompanhou à distância que “se fores passo a passo, chegarás ao topo da montanha”. “Nunca se sabe o que está ao virar da esquina. Este mundo está a abarrotar de oportunidades e de coisas incríveis. Mas nada vai bater à porta e dizer-te ‘surpresa!'”.

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A aeronave de 37 anos, uma espécie de helicóptero só para uma pessoa, tem um alcance de apenas 700 milhas náuticas e uma velocidade máxima de 70 nós, o que significa que sua jornada foi concluída em várias etapas curtas. James atravessou a Europa continental e a Rússia antes de cruzar para o Canadá e os EUA, sobrevoando a Gronelândia e a Islândia e parando pela última vez nas Ilhas Faroe, ao norte da Escócia. “Vi muitas paisagens incríveis nos últimos seis meses.”

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No YouTube é possível ver algumas imagens de uma aterragem de emergência numa estrada provocada por uma tempestade no Canadá que surgiu no seu caminho.