Crítica

Vã glória

Esta gesta “nacionalista”, sem reflexão sobre mitos fundadores da nacionalidade, é apenas uma má cópia de maus filmes.

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Se a memória não falha (e excluindo produção televisiva), a única figuração cinematográfica relevante da personagem de Viriato estava, até agora, no Non ou a Vã Glória de Mandar em que Manoel de Oliveira revia factos e mitos da história de Portugal. Figuração, obviamente, repleta de intenção e, sobretudo, de perspectiva (sobre Viriato e, mais ainda, sobre a representação da História). Intenção e perspectiva sobre a representação da História são duas coisas que faltam, de todo, a este Viriato de Luís Albuquerque, que tenta apenas o épico (em pequena escala), propósito que não teria nada de mal se houvesse o saber, e sobretudo os meios, para o levar a bom porto – assim como uma espécie de Braveheart à antiga portuguesa, que é que o filme aparenta querer ser.