Torne-se perito

Veneza começa a cobrar bilhete de entrada em 2020

A taxa para os turistas de passagem pode chegar a dez euros. Não paga, não entra. Ou entra e arrisca-se a uma multa de quase 500 euros.

Praça de São Marcos
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Turistas na praça de São Marcos REUTERS/Manuel Silvestri
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Turistas na praça de São Marcos REUTERS/Manuel Silvestri
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Residentes durante um protesto em 2017 contra o sobreturismo em 2017. No cartaz lê-se: "Não quero ir, eu fico". No outro: "Sou veneziano, não estou à venda, quero viver aqui" REUTERS/Manuel Silvestri
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Turistas e lojas de souvenirs REUTERS/Stefano Rellandini
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Protesto em 2016, com venezianos a carregarem bagagens como se obrigados a partirem da cidade. REUTERS/Stefano Rellandini
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Uma vista da célebre ponta de Rialto REUTERS/Manuel Silvestri
John Kay
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Turistas num barco à pinha REUTERS/Manuel Silvestri
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Turistas na ponte de Rialto REUTERS/Stefano Rellandini
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Turistas seguem o guia perto da praça de São Marcos REUTERS/Stefano Rellandini
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Ferries na doca de Veneza JOHN GOH/Reuters

Veneza já tinha decidido começar a cobrar uma taxa de entrada aos turistas e esta até deveria ter entrado em vigor este ano, como forma de controlar o sobreturismo. Mas, entre debates sobre fórmulas e valores, a autarquia decidiu adiar a entrada em vigor do que chama “contributo de acesso”. Agora, já há data e valores: a partir do Verão, os turistas que cheguem à cidade e às ilhas da laguna em visita de passagem pagarão até dez euros.

O valor do “contributo” dependerá da época e dos dias da chegada, conforme o afluxo, confirmou a autarquia esta semana, marcando a entrada em vigor para 1 de Julho de 2020. Todos os visitantes de passagem, independentemente de como cheguem — incluindo cruzeiros, pagarão entrada, resume a agência italiana Ansa. Isentos, apenas os residentes e os italianos que se deslocarem à cidade dos canais por razões académicas, familiares, em negócios ou de saúde.

Quem ficar a dormir na cidade não terá que pagar esta nova taxa, até porque já paga a normal taxa turística de alojamento (actualmente, até cinco euros por pessoa por noite, com planos de aumento). 

O custo base de acesso será três euros, isto em época baixa. Em época alta, o valor poderá subir aos oito euros. E em períodos considerados “críticos” (bons exemplos: Ano Novo, Carnaval, Páscoa...) a taxa passa ao valor máximo: dez euros.

O sistema de cobrança deverá passar pelo pagamento antecipado online ou em máquinas “instaladas em pontos estratégicos”. E quem não pagar? A Comune di Venezia ainda não anunciou de quanto serão as multas, cada vez mais elevadas para turistas que não respeitam as regras locais, mas o valor, segundo o Corriere de la Sera já tinha noticiado, poderá ultrapassar os 450 euros.

Este é um primeiro passo para a introdução de um sistema muito mais controlador das entradas de turistas: a partir de 2022, só poderá entrar quem se registar previamente online. Registar e, claro, pagar.

Esta é apenas mais uma das medidas para melhor controlar os fluxos turísticos numa cidade que não pára de queixar-se do sobreturismo: de novas taxas turísticas a torniquetes e multas pesadas, enquanto tenta gerir os grandes cruzeiros, Veneza até já declarou guerra às lojas de souvenirs de “pechisbeque”.

A cidade tem à volta de 50 mil habitantes e deverá receber mais de 30 milhões de visitantes por ano.

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