Israel dorme e tem pesadelos – pelo menos nesta ópera que é uma ficção política

The Sleeping Thousand passa-se no gabinete do primeiro-ministro de Israel. Adam Maor, o compositor da ópera que chega esta quinta-feira à Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, explica como partiu de algo que se pode ler todos os dias nos jornais israelitas para algo universal.

,Os mil adormecidos Adam Maor
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Subitamente, os israelitas mergulham num pesadelo colectivo e começam a falar árabe durante o sono: eis a intriga de The Sleeping Thousand PATRICK BERGER/ARTCOMPRESS
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A acção desta ópera composta por Adam Maor passa-se no gabinete do primeiro-ministro israelita PATRICK BERGER/ARTCOMPRESS
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Perante um protesto cada vez mais incómodo dos prisioneiros palestinianos, o Governo israelita opta por uma solução extrema: pô-los a dormir PATRICK BERGER/ARTCOMPRESS
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The Sleeping Thousand “não teme nenhum arrojo, seja musical, estético ou político”, escreveu uma crítica do Libération aquando da estreia da obra no Festival de Aix-en-Provence PATRICK BERGER/ARTCOMPRESS
,Teatro musical
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A opressão israelita sobre os palestinianos pesa sobre esta ópera do compositor e activista Adam Maor PATRICK BERGER/ARTCOMPRESS

O palco é o gabinete do chefe do Governo israelita, que enfrenta uma crise: uma greve de fome de palestinianos que protestam contra a sua detenção administrativa. O acontecimento está a deixar o Governo num impasse: não pode julgá-los, nem libertá-los, nem deixar que morram.