Irina Shayk e a vida depois de Bradley Cooper: as confissões à Vogue

“Duas boas pessoas não formam necessariamente um bom casal”, reflecte a supermodelo de origem soviética que é a capa de Março da edição britânica da revista de moda.

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“É difícil encontrar um equilíbrio entre ser mãe solteira e ser trabalhadora" Stephane Mahe/Reuters
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O casal separou-se em meados do ano passado CARLO ALLEGRI/REUTERS
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No desfile de despedida de Jean-Paul Gaultier em Paris YOAN VALAT/LUSA
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No desfile de despedida de Jean-Paul Gaultier em Paris YOAN VALAT/LUSA
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Na cerimónia da entrega dos Óscares em 2019 Lucas Jackson/Reuters
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Bradley Cooper levou a mãe aos Óscares; a interferência da mesma foi apontada, por amigos do casal, como uma das causas da separação Mario Anzuoni/Reuters
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Irina Shayk com uma criação Versace Alessandro Garofalo/Reuters
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Donatella Versace e Irina Shayk Tony Gentile/Reuters
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Em 2012, quando era namorada de Cristiano Ronaldo Eric Gaillard/Reuters
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Em 2013, com Cristiano Ronaldo Juan Medina/Reuters

A modelo Irina Shayk e o actor Bradley Cooper formaram, durante quatro anos, um casal quase de sonho. Até que, em meados do ano passado — e já depois de meses de alguns rumores (sobretudo após a cerimónia dos Óscares em que Cooper protagonizou um momento de grande intimidade com Lady Gaga na interpretação do tema Shallow, que viria a ganhar a estatueta de melhor canção original) —, o par anunciou a separação.

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Introducing #IrinaShayk as #BritishVogue’s March 2020 cover star. Born in the depths of a Soviet winter, but now living the life of a supermodel, Shayk has a backstory that reads like a fairy tale. In her most revealing interview ever, she opens up to Editor-in-Chief @Edward_Enninful about Hollywood break-ups, single motherhood and why the best is yet to come. Click the link in bio for Edward Enninful’s editor’s letter, and see Shayk captured by #MertAlas and #MarcusPiggott in this season’s most coveted pieces, on newsstands Friday, 31 January. @IrinaShayk wears a @Prada sequined silk-gauze dress and @EmiliaWickstead gloves. Photographed by @MertAlas and @MacPiggott and styled by @Edward_Enninful, with hair by @PaulHanlonHair, make-up by @Lucia_Pieroni, nails by @Chisatochee and set design by @MigsBento.

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Seguiram-se algumas trocas de acusações, sobretudo provenientes de terceiros, identificados como supostos amigos do casal, que apontavam a dependência de Cooper em relação à mãe, que chegou a desfilar com o casal na passadeira vermelha dos Óscares. No entanto, só agora a modelo russa fala sobre como é a vida depois de Bradley, numa entrevista exclusiva à Vogue britânica, da qual a ex-namorada de Cristiano Ronaldo é capa da edição de Março, que chega às bancas na sexta-feira.

“Acho que para todos os bons relacionamentos se leva o melhor e o pior [de nós próprios] — é assim a natureza do ser humano”, começa por constatar Irina, concluindo que “duas boas pessoas não formam necessariamente um bom casal”.

Ainda assim, a modelo, que conquistou visibilidade extra em Portugal devido à longa relação que manteve com Cristiano Ronaldo, considera que foi uma afortunada, assim como o seu antigo parceiro: “[O Bradley e eu] tivemos muita sorte em viver o que tínhamos um com o outro.”

Já sobre o dia-a-dia sem Cooper ao seu lado, Irina Shayk confessar tratar-se de uma nova experiência, sobretudo no papel de mãe de Lea, de quase três anos: “É difícil encontrar um equilíbrio entre ser mãe solteira e ser trabalhadora e prestadora de serviços. Há dias em que acordo e fico tipo ‘Oh meu Deus, não sei o que fazer, estou a desmoronar.”

“Sempre senti que nasci no corpo errado”

Ao longo da entrevista, a modelo, de 34 anos, recorda a infância em Yemanzhelinsk, junto à fronteira com o actual Cazaquistão, ainda sob o jugo da União Soviética, onde o pai trabalhava nas minas de carvão e a mãe era pianista, evocando a educação rigorosa, mas sobretudo a forma como a própria se via.

“Sempre senti que nasci no corpo errado”, relata, confessando que durante muito tempo “achava que devia ser um rapaz”. “Talvez porque o meu pai sempre quis ter um menino.”

A morte do pai quando Irina tinha 14 anos, transformou-a “no homem da família”. Na mesma altura, recorda, prometeu a si mesma “nunca casar”.

“É claro que, mais tarde na vida, superei isso e adoro ser mulher.” No entanto, ainda hoje considera que a sua educação está vincada na sua personalidade, que diz assustar: “Tenho uma personalidade forte e definitivamente sei o que quero, e acho que alguns homens têm medo disso.” Uma dureza que transporta para os seus relacionamentos, apesar de confessar “que, por detrás disso, há uma pessoa agradável e doce que chora nas entrevistas”.

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