Évora: cidade múltipla, bipolar, encantadora

Talvez não tenha sido o mito romano que se quis fazer crer, mas se houve cidade do Renascimento em Portugal foi Évora, dizem-nos. O traçado urbanístico intramuros cristalizou-se e as fachadas ajudam a contar todos os pergaminhos de uma cidade com “mil e uma histórias”.

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"Muitos pensam que é um edifício romano", mas esta antiga caixa de água é do século XVI Rui Gaudêncio
Varsóvia
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A Praça do Giraldo é o coração social da cidade Rui Gaudêncio
Praça de touros de Évora
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O templo romano de Évora é um dos “mais bem conservados” da Península Ibérica e “bilhete-postal” da cidade Rui Gaudêncio
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A Universidade de Évora foi construída de raiz no século XVI Rui Gaudêncio
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Na meninice de Gaudêncio Manuel Martins, 92 anos, Évora era "uma cidade provinciana" Rui Gaudêncio

De Évora “dá para contar mil e uma histórias”. É esse o “encanto”. “É uma cidade onde temos de olhar com muita atenção para as coisas e, quanto mais olhamos, mais vamos descobrindo”, aponta André Carneiro, arqueólogo e professor na Universidade de Évora. A cidade é, na realidade, feita de “várias Évoras”: a romana, a medieval, a renascentista, a liberal; a invisível, a mitológica, a real; a progressista, a conservadora, a rural. E foi precisamente pela forma “como as diferentes realidades se combinam” e chegam aos dias de hoje num conjunto “harmonioso” que a UNESCO classificou o centro histórico da cidade como Património Mundial em 1986.