Pata Zoo, um cenário “horrendo” no topo de um centro comercial da Tailândia

Nos últimos andares do Pata Pinklao, em Banguecoque, há um zoo conhecido pelo "tratamento desumano" que é dado aos animais. Andrew Skowron decidiu fotografá-lo. 

Andrew Skowron
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Andrew Skowron

O centro comercial Pata Pinklao, na Tailândia, é semelhante a qualquer outro no mundo: lojas de roupa, de informática, supermercados. Mas, segundo o fotógrafo Andrew Skowron, subir aos últimos andares deste edifício é como entrar noutra dimensão: lá há répteis, anfíbios, chimpanzés, orangotangos, ovelhas e cabras. Os animais estão fechados em jaulas com “condições horrendas”, inseridos num ambiente “escuro e com um odor sufocante” e, muitas vezes, são feitos protagonistas de “espectáculos”.

Criado nos anos 80 por um traficante de animais selvagens, o Pata Zoo, no centro de Banguecoque, é conhecido pelo “tratamento desumano” a que os animais que lá vivem estão sujeitos. O fotógrafo polaco, que se dedica a documentar a exploração animal, subiu a estes andares — acompanhado de Bogna Wiltowska e Andrzej Pazgan, activistas da Anima International — e captou o que lá viu. Num email enviado ao P3, descrevem o cenário degradante que encontraram: “Os animais estão deprimidos e resignados, alguns deles mostram claros sinais de estereotipia. As jaulas são pequenas, sujas, antigas e sem equipamento adequado. A gigante raia de água doce num aquário minúsculo é uma imagem deprimente.”

O local pode ser visitado por qualquer pessoa: os locais pagam 60 baht (cerca de 1,70 euros) e os turistas, 200 (cerca de 5,70 euros). Os investigadores da Anima International foram acompanhados por um “gerente muito falador”, que os encorajou a observar os animais, ao mesmo tempo que os mantinha “debaixo de olho”. “Ele falou-nos imenso sobre o quanto valorizavam o bem-estar dos animais e o quanto se preocupavam com eles. Também sublinhou o aspecto educacional do zoo e os cuidados que os animais recebem. Até nos mostrou fotografias de macacos-bebés que levou para sua casa, para cuidar deles.” Mas o que os visitantes viam era diferente do que ouviam. 

“Antes, havia também tigres e leopardos neste zoo. Mas depois de inúmeras críticas, foram levados para outras instalações. Agora, a principal atracção do zoo é a gorila africana Bua Noi. Está em cativeiro desde 1987, altura em que terá sido capturada e vendida ao zoo. É, alegadamente, a única gorila fêmea da Tailândia”, escrevem os activistas.

Uma petição para fechar o zoo e realojar Bua Noi num santuário, lançada em 2016, foi assinada por mais de 116 mil pessoas. Uma breve pesquisa na Internet mostra que já circularam diversas petições para encerrar o espaço. “Infelizmente, o Departamento de Parque Nacional, Vida Selvagem e Conservação de Plantas da Tailândia decidiu que o zoo opera de acordo com a lei e não há regulamento que proíba manter animais nestas condições.” Na Tailândia, alertam, “onde o turismo baseado na crueldade animal é um grave problema e os standards de protecção de animais selvagens são muito baixos, o Pata Zoo é considerado o pior zoo do país”. “Mas continua a funcionar, sem quaisquer alterações, ao longo de décadas.”

Andrew Skowron
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