Bolsonaro junta-se a manifestantes, aperta mãos e posa para fotos

Cercado por seguranças que usaram máscaras, mas não fazendo uso de uma, Bolsonaro cumprimentou manifestantes que agitavam bandeiras brasileiras e que o chamavam de “lenda”, dias depois de o Brasil se tornar o país com mais casos diagnosticados de infecção com o novo coronavírus depois dos Estados Unidos.

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Bolsonaro pegou numa criança ao colo durante a manifestação,Bolsonaro pegou numa criança ao colo durante a manifestação LUSA/Joédson Alves,LUSA/Joédson Alves
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Bolsonaro acena aos manifestantes LUSA/Joédson Alves
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Manifestação contra as medidas de isolamento no Brasil Reuters/AMANDA PEROBELLI
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Bolsorado sobrevoa o local da manifestação num helicóptero LUSA/Joédson Alves
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Manifestação contra as medidas de isolamento no Brasil LUSA/Joédson Alves
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Manifestação contra as medidas de isolamento no Brasil LUSA/Joédson Alves
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Manifestação contra as medidas de isolamento no Brasil LUSA/Joédson Alves
,Presidente do Brasil
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Bolsonaro no meio da multidão LUSA/Joédson Alves
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Manifestação contra as medidas de isolamento no Brasil Reuters/AMANDA PEROBELLI
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Manifestação contra as medidas de isolamento no Brasil Reuters/AMANDA PEROBELLI
,Presidente do Brasil
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Manifestação contra as medidas de isolamento no Brasil Reuters/AMANDA PEROBELLI
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Manifestação contra as medidas de isolamento no Brasil Reuters/AMANDA PEROBELLI
Infobae
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Manifestação contra as medidas de isolamento no Brasil Reuters/AMANDA PEROBELLI
,Xi Jinping
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Manifestação contra as medidas de isolamento no Brasil Reuters/ADRIANO MACHADO
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Manifestação contra as medidas de isolamento no Brasil Reuters/AMANDA PEROBELLI

O Presidente do Brasil saudou este domingo dezenas de cidadãos que se manifestaram na capital do país, Brasília. A manifestação teve como objectivo apoiar o governo de Bolsonaro que enfrenta um escândalo político que está a agravar ainda mais a crise de saúde pública causada pelo surto de covid-19.

Cercado por seguranças que usaram máscaras, mas não fazendo uso de uma, foi possível ver Bolsonaro num vídeo em directo partilhado na sua página no Facebook a cumprimentar manifestantes que agitavam bandeiras brasileiras e que o chamavam de “lenda”, dias depois de o Brasil superar a Rússia e de se tornar o país com mais casos diagnosticados de infecção com o novo coronavírus depois dos Estados Unidos.

Bolsonaro foi visto a posar para fotos, a apertar mãos de manifestantes e até a carregar numa criança ao colo, quebrando assim algumas das medidas de isolamento físico aconselhadas pelos profissionais de saúde para conter a pandemia.

A manifestação, uma das muitas promovidas por Bolsonaro nas últimas semanas, aconteceu ao mesmo tempo que a administração Trump anunciava que ia proibir cidadãos estrangeiros que tenham estado no Brasil nos últimos 14 dias entrem nos Estados Unidos.

Na sexta-feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro divulgou o vídeo de uma reunião ministerial realizada em Abril, no Palácio do Planalto, apontada pelo ex-ministro Sergio Moro como prova sobre alegada interferência do Presidente, Jair Bolsonaro, na polícia.

Além das questões relacionadas com Bolsonaro, o juiz do STF Celso de Mello indicou que, após assistir ao vídeo, descobriu “prova da aparente prática, pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, de possível crime contra a honra dos juízes do Supremo Tribunal Federal.

“O povo está gritando por liberdade, ponto. Eu acho que é isso que a gente está perdendo, está perdendo mesmo. O povo está querendo ver o que me trouxe até aqui. Eu, por mim, colocava esses vagabundos todos na cadeia. Começando no STF”, disse Abraham Weintraub, citado na decisão assinada pelo juiz Celso de Mello.

Em causa está a conversa gravada numa reunião de ministros, ocorrida na sede da Presidência, em Brasília, e que foi citada no depoimento do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública do Brasil, Sergio Moro, que acusa Bolsonaro de alegada interferência na Polícia Federal.

Os dados do ministério da Saúde brasileiro, divulgados na noite deste domingo, revelaram que em 24 horas foram registados mais de 15 mil casos e 653 mortes, e que o país soma já 363 mil casos diagnosticados e 22 mil óbitos.

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