Recomeçar... com um delicioso ritual

Recomeçar todos os dias, mesmo em tempo de pandemia, sabe melhor à volta da mesa, e em família. O delicioso líquido produzido pelas abelhas é o mote para saborear a vida que, aos poucos, recomeça.

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Panquecas de Nestum, Mel e Ricota

É difícil evocar o primeiro zum-zum ouvido ainda na Primavera da vida. O som que se estendia em compasso contínuo era acompanhado de um desenho que dançava no ar, o ângulo das antenas a ilustrar a direcção do pólen em relação ao sol. Há milhares de anos que o Homem e a abelha partilham a terra e, mais tarde, os céus. A apicultura é praticada há milénios, desde a Antiguidade egípcia ou a Grécia dos templos, e a herança desses dias primitivos celebra este insecto voador como agente de vida e misticismo.

Os humanos da Idade da Pedra já se regalavam com o líquido viscoso, a lembrar o ouro, que as abelhas produziam a partir do néctar recolhido das flores e processado por enzimas digestivas. Só que o Homem desses tempos vivia a natureza em conformidade com ela. E assim foi possível que 25 mil espécies do insecto polinizador se espalhassem por todos os continentes onde existem flores (só não sobrevoam a Antártida). A polinização de que as abelhas são as principais autoras permitiu a reprodução de plantas, sem as quais estaríamos em apuros.

Hoje, a realidade é bem diferente: estudos apontam que o número de colónias de abelhas por hectare sofreu um declínio de 90% desde 1962. “Quando vier a Primavera”, escreveria agora Caeiro, as flores não “florirão da mesma maneira”, porque a realidade precisa de abelhas.

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Os seres humanos, também. Porque estas espécies são líderes na sua forma de produção e sábias arquitectas do tecido da vida. Dentro da colmeia, a disciplina da maquinaria das abelhas trabalhadoras é simultaneamente ancestral e sofisticada. As parentes próximas de vespas e formigas comunicam, em larga medida, no escuro, através do toque, do som, do cheiro e do sabor. A abelha-rainha, maestra da obra-prima, liberta um aroma que é transmitido organismo a organismo de forma a alertar todas as abelhas que deverão estar operacionais.

Desta orquestra afinada resulta o mel, um alimento com uma quantidade significativa de açúcares simples, o que lhe confere um elevado valor energético. Por esta razão, embora seja um produto natural, deve ser consumido com moderação. Outra característica interessante do mel resulta da quantidade significativa de frutose que apresenta na sua constituição, que lhe confere um poder adoçante superior ao do açúcar refinado, embora o seu índice glicémico seja inferior.

Ainda no âmbito nutricional, importa lembrar a riqueza nutricional deste delicioso líquido, que apresenta na sua constituição pequenas quantidades de micronutrientes, como: magnésio, fósforo e potássio, vitaminas C, D, E e do complexo B (por exemplo: B2, B3 e B6).

Quando falamos do mel não nos podemos esquecer que a sua utilização se relaciona intimamente com a preservação das abelhas e indirectamente com a Biodiversidade. Actualmente, este é um dos temas mais debatidos pela importância das abelhas na polinização, assim como na produção de alimentos que consumimos diariamente.

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Panquecas de NESTUM, mel e ricota

O doce conforto do mel

Embora nos encontremos já em desconfinamento, muitas crianças permanecem numa realidade confinada, sem ouvir livremente os zum-zuns que a Primavera lhes prometia. Resta, e existe sempre à disposição dos mais pequenos e das suas famílias, a retoma dos hábitos já imprimidos no ADN da tradição portuguesa. NESTUM Mel – o mais clássico dos sabores - torna o início do dia de toda a família tão saboroso quanto prático, uma vez que é muito simples de preparar: basta juntar leite quente ou frio, mexer bem e está pronto a consumir.

Mas há outras formas, diferentes e criativas, de saborear o produto de eleição de sempre. Desafiamo-lo a seguir esta deliciosa receita de Panquecas de NESTUM, mel e ricota, ideal para começar o dia em família ou para saborear durante uma pausa das brincadeiras que se prolongam tarde fora. 

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