“Branqueamento” passa a ser palavra proibida nos produtos para a pele da L’Oréal

Uma das maiores empresa de cosméticos do mundo vai retirar ainda palavras como “branco”, “claro” e “luminoso” das embalagens dos seus produtos para a pele.

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A L’Oréal é uma das maiores empresa de cosméticos do mundo Reuters/Eric Gaillard

A decisão da L'Oréal em rever as palavras usadas para descrever os seus produtos para a pele, banindo quaisquer expressões que passem a ideia de que uma pele mais clara é uma pele mais bonita, foi anunciada por uma porta-voz na sexta-feira, um dia depois de a Unilever ter feito um anúncio semelhante como resposta às críticas aos produtos que visam clarear a pele e que subiram de tom nas últimas semanas.

A Unilever e a L'Oréal são dois grandes grupos a operarem no mercado global de cremes branqueadores, populares sobretudo em países asiáticos, africanos e das Caraíbas, onde a pele clara é frequentemente considerada desejável.

A Unilever, em particular, ficou debaixo de fogo pela sua gama Fair & Lovely, numa altura em que o mundo se foca na injustiça que se alimenta do racismo, após semanas de protestos desencadeados pelo homicídio, em Maio, do norte-americano George Floyd, quando se encontrava sob custódia policial — o agente de Mineápolis Derek Chauvin enfrenta uma acusação de homicídio simples, que pressupõe intenção, mas ausência de premeditação; os outros três agentes envolvidos na detenção foram acusados de cumplicidade no homicídio.

Ao contrário da Unilever e a L'Oréal, que optaram por encontrar novas palavras para os mesmos produtos, a Johnson & Johnson foi mais longe e decidiu deixar de vender cremes branqueadores na Ásia e no Médio Oriente das marcas Neutrogena e Clean & Clear.

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