Indústria com esperança que Julho traga consigo o regresso dos casamentos

Abril marcava o início da “época alta” da indústria dos casamentos, mas foi forçada a parar devido à pandemia. Um pouco por todo o mundo, com a chegada de Julho, o dia de sonho de muitos casais pode ainda realizar-se.

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Independent Pictures

Em muitos países a vida começa lentamente a regressar ao normal, e para o sector dos casamentos isso significa que parte dos eventos cancelados ou adiados volta a estar de pé. Esta foi uma das indústrias que mais sofreu com a pandemia. Agora, o mais importante passou a ser a segurança, continuando a ser necessária a prática do distanciamento social e a utilização de máscaras. Ainda assim, é possível aos casais e famílias voltar a celebrar este dia, acreditam os wedding planners espalhados pelo mundo.

A lotação máxima das festas foi bastante reduzida, dependendo do espaço onde são realizadas e da fase de desconfinamento em que cada país se encontra. Ainda assim, e para os organizadores de casamentos, esta “é também uma óptima oportunidade para reinventar e criar novas experiências”, diz Giovana Duailibe, CEO da Belief Wedding Creators, uma plataforma internacional que reúne organizadores e designers de eventos, em comunicado.

Por exemplo, nos Açores, com apenas quatro casos de coronavírus confirmados de momento, não são permitidos concertos ou festivais de Verão, mas casamentos sim. Maria C. Vieira, proprietária da Ambiance Weddings Azores, revela no mesmo comunicado, que muitos casais da ilha que tinham decidido adiar o casamento, optaram por reagendar ainda para 2020. “Não são muitos, mas alguns casamentos vão decorrer entre Julho e Dezembro. Não haverá problema se seguirem as regras.”

Neste arquipélago, apenas é permitida a participação de 20 pessoas em eventos. Porém, se só comparecerem membros da mesma família, o local onde é realizado pode receber até 75% da sua capacidade máxima. “O meu conselho é, se eles [os noivos] desejarem casar nos Açores, venham com tranquilidade. Podem ter um casamento mais pequeno e aproveitarem o vosso dia”, propõe Maria C. Vieira.

Já em Itália, o país europeu mais afectado pela pandemia, o futuro parece bastante promissor a partir de 15 de Julho, dia em que entra na Fase 4 de desconfinamento, continua a Belief Wedding Creators. A partir daqui a realização de casamentos é novamente permitida, tanto celebrações civis como religiosas. Poderá haver a típica boda sem limite de convidados, mas com as devidas medidas de segurança (distanciamento social, utilização de máscaras, espaçamento entre os lugares nas mesas, um maior número de empregados de mesa).

Valentina Lombardi, da Italian Wedding Company, aconselha os noivos a encontrarem um organizador de eventos da região específica de Itália onde decorrerá cada casamento, uma vez que as regras mudam localmente. As cerimónias que estavam previstas a partir de 15 de Julho têm agora possibilidade de acontecer. “A Itália está pronta a recomeçar com um novo normal”, assegura.

No outro lado do mundo, no México, em especial na Riviera Maya, um destino paradisíaco muito cobiçado para a celebração de cerimónias matrimoniais, o Governo permite 50 pessoas na boda e 30 na igreja, onde têm de usar máscaras e desinfectante à entrada, assim como medir a temperatura. Badel Gómez Nechar, da Soirée Eventos, não espera que em 2020 sejam permitidos casamentos cujos noivos e convidados não são locais, mas que escolhem aquele destino para selar aquele compromisso. “Em 2020 será difícil fazer festas, mas 2021 será o melhor ano para este tipo de casamentos”, afirma a wedding planner.

O sector dos casamentos movimenta anualmente mais de quatro mil milhões de euros, valor que ficará aquém neste ano, sendo que apenas 32,1% acontecerão até ao final de 2020, de acordo com um estudo da Belief Wedding Creators. Apesar das dificuldades que a indústria de organização de eventos enfrenta, passo a passo volta a poder proporcionar aos casais de todas as partes do mundo o dia de sonho que idealizaram, ainda que com contornos diferentes devido às medidas de segurança, e a reerguer-se em tempos atípicos.

Texto editado por Bárbara Wong

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