Grupo de extrema-direita alemão planeava ataques de ódio e vigiava autoridades

Organização de extrema-direita Freie Kräfte Prignitz foi alvo de buscas na passada semana. Polícia revelou algumas conclusões desta investigação.

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WOLFGANG RATTAY/REUTERS

Depois das buscas das autoridades alemãs ao grupo de extrema-direita Freie Kräfte Prignitz (Forças Livres de Prignitz) da passada semana, os investigadores revelaram as descobertas das perícias feitas pela polícia. De acordo com as revelações avançadas esta segunda-feira, os membros deste grupo terão montado um esquema de vigilância aos agentes, recolhendo informações sobre as famílias, relacionamentos e veículos pessoais destes membros das forças de segurança.

As autoridades suspeitam ainda que o movimento de extrema-direita estaria a planear um ataque a uma mesquita em Brandemburgo. O objectivo seria incendiá-la com recurso a cocktails molotov. Este ataque seria alegadamente realizado por sete pessoas com idades entre os 32 e os 40 anos. Também estariam a ser ultimadas operações contra lojas geridas por imigrantes.

De acordo com a revista germânica Der Spiegel, a espionagem feita à polícia teria como objectivo identificar movimentações que pudessem colocar em risco a realização destes ataques.

A operação das autoridades alemãs teve como alvo locais de encontros de neonazis nas regiões de Sachsen-Anhalt, Mecklenburg-Vorpommern e Brandenburg. Nas buscas às residências foram encontradas, entre outras coisas, munições, armas de fogo, armas brancas, e vários artigos e adereços com propaganda nazi.

De acordo com o porta-voz da polícia, Torsten Herbst, ainda demorará algumas semanas para que as autoridades consigam decifrar e analisar os dados presentes nos mais de 20 telemóveis, computadores portáteis e unidades de armazenamento apreendidos nas buscas.

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