Rendas descem pela primeira vez em seis anos na cidade de Lisboa

Dados da Confidencial Imobiliário mostram que no primeiro trimestre de 2020 as rendas habitacionais desceram 1,8%, em termos homólogos, em Lisboa. No Porto mantiveram-se estáveis. No resto do país subiram

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Pedro Fazeres

As rendas de habitação em Lisboa desceram 1,8% em termos homólogos no primeiro trimestre de 2020. Esta é a primeira vez em seis anos que as rendas na capital registam uma descida homóloga, sendo a última variação negativa encontrada no quarto trimestre de 2013 (menos 1,7%).

Os dados são apurados pela Confidencial Imobiliário, uma empresa especializada em estatísticas do sector, no âmbito do Índice de Rendas Residenciais (IRR). Este índice revela que as rendas em Lisboa vêm perdendo ritmo desde finais de 2017, passando de uma subida homóloga em torno dos 19% então registada, para cerca de 12% no final de 2018 e, em novo abrandamento, para 1,4%, no final de 2019.

Em termos trimestrais, as rendas em Lisboa desceram 2,3% no primeiro trimestre de 2020, invertendo a subida de 1,8% registada no quarto trimestre de 2019. Também as variações em cadeia já vinham apresentando um padrão de desaceleração ao longo de 2019.

No Porto, as rendas mantiveram-se estáveis no primeiro trimestre de 2020, registando uma variação trimestral residual de 0,4%, igualmente em travagem face aos 3,1% que tinham crescido no trimestre anterior. Também no mercado do Porto o valor das rendas habitacionais já tem revelado uma tendência de abrandamento em 2019 face a anos anteriores, embora mantendo um padrão de variações positivas. Em termos homólogos, observa-se uma subida das rendas de 7,9%, mantendo-se no nível dos últimos três trimestres.

Se a análise for feita aos valores apurados em todos o território de Portugal Continental, as rendas residenciais apresentaram uma subida trimestral de 2,9% no primeiro trimestre de 2020, mantendo o ritmo de crescimento verificado no último ano, o qual se posicionou quase sempre acima dos 2%. Em termos homólogos, a subida das rendas foi de 8,2%, em linha com o observado nos dois trimestres anteriores, mas já evidenciando um ligeiro abrandamento face ao padrão de subidas verificado em 2018 e parte de 2019, sempre acima dos 10%.

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