No Canti, a Itália vem ao Porto com cocktails e piadinas. E esplanada

Abriu no Largo Mompilher para trazer à cidade o hábito italiano do “aperitivo” e a filosofia do convívio depois do trabalho. Tudo isto com o selo dos vinhos italianos que dão nome ao bar.

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PAULO PIMENTA

Em pleno Largo de Mompilher, um dos mais famosos pontos de encontro na Baixa do Porto, no local onde foi durante anos uma famosa loja de bicicletas, nasceu um espaço novo com um toque italiano. O Canti traz ao Porto o conceito de “aperitivo” e “after-work" e promete ser o espaço de encontro ao fim do dia, que se pode prolongar noite dentro, com um conceito que se adapta.

“É um espaço para as pessoas saírem do trabalho e virem beber um copo e picar qualquer coisa, que é algo que se faz muito lá fora”, explica Pedro Sousa, responsável, em conjunto com Tiago Caetano e Manuel Quelhas, pelo Canti. Ligados à produção de eventos nocturnos, Tiago e Pedro revelam que decidiram “explorar outras áreas de negócio”. “Tínhamos sempre um grupo grande de pessoas que procuravam fazer uma ‘pré-noite' e encaminhávamo-las sempre para restaurantes e bares de amigos”, diz Pedro Sousa.

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Num espaço que se quer abrangente, e que chama “desde a malta alternativa ao pessoal mais beto”, este bar tem na “qualidade dos produtos” a chave do negócio, como assume Tiago Caetano: "Aquilo que traz as pessoas aqui é o facto de poderem comer tão bem como bebem, é o ambiente que aqui se passa e a qualidade do serviço.”. “Tentamos sempre, desde o produto mais caro ao mais barato, ter qualidade, e é nisso que nos baseamos para ser um local de preferência para as pessoas”, acrescenta Pedro Sousa.

Com o espírito italiano sempre presente, até em pequenos detalhes na decoração, o Canti dá lugar a uma parceria com a marca homónima de vinhos e espumantes. “O nome do bar é igual ao nome da marca de vinhos. Queremos fazer jus aos vinhos, à marca e aos produtos italianos, até porque não temos vinhos portugueses, só mesmo o Vinho do Porto”, explica Tiago Caetano. Assim, todos os produtos, desde as sangrias aos cocktails, têm um cunho de Canti​ que as distingue das demais.

Na carta, saltam à vista o Mojito Canti (5€), que substitui a água Castello pelo Canti Rosato Extra Dry, e o La Coronita (8€) :"É um copo de cocktail à base de tequila que leva uma garrafa de Coronita virada ao contrário”. Também as sangrias dão cara à casa e Pedro garante que “estão a dar que falar": “Temos seis sangrias diferentes, todas de produtos Canti.” A mais recente aposta é a Canti Ice (35€).

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“Com a situação da covid-19”, que obrigou ao adiamento da abertura do Canti de Março para Maio, “foi importante investir mais na parte da comida”, como avança Tiago. Assim, para além das sangrias e dos cocktails, “os best-sellers da casa”, a carta conta também com opções para refeições mais leves. Pedro e Tiago destacam a tábua de queijos e enchidos (14€), as piadinas (desde os 5,90€ aos 6,90€) ou a Pinsa Romana (12,90€), “um tipo de pizza feito com três farinhas diferentes”.

Para além disto, também os hambúrgueres fazem parte do menu: “Os pães têm uma base que lhes altera a cor. Desde o pão de espirulina ao pão de tomate ou com tinta de choco, todos têm cores diferentes, o que é uma característica engraçada e ‘instagramável'”.  Para além disto, a aposta na ementa vegan foi também uma preocupação. O carpaccio de beterraba (9,50€) e o hambúrguer Verona (9€), com húmus, pimentos assados e azeite de ervas, são duas das opções para uma refeição sem produtos de origem animal. 

Com uma esplanada generosa, que se estende largo fora, o Canti foi pensado para ter várias áreas e colmatar diferentes horas do dia e situações. “O espaço transforma-se. Isto existe muito, por exemplo, em Inglaterra: estás num sítio a tomar o pequeno-almoço e à noite esse mesmo sítio transforma-se num bar. Aqui tentamos procurar isso”, explica Pedro Sousa. “É um espaço onde tudo pode acontecer, desde o almoço ao lanche e do jantar à própria saída à noite. Tanto podes beber um sumo natural como um cocktail elaborado ou um copo de vinho. Qualquer pessoa pode vir aqui.”

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Texto editado por Sandra Silva Costa

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