Dois soldados etíopes das forças da ONU em patrulha na cidade de Kamina, no Katanga, três semanas depois da declaração de independência
Dois soldados etíopes das forças da ONU em patrulha na cidade de Kamina, no Katanga, três semanas depois da declaração de independência JH/UN Photo

Ódio a Mobutu manteve vivo o hino do Katanga no exílio

Mobutu impôs grandes penas a quem cantasse La Katangaise, depois do fim da independência do Katanga. Só os tigres katangueses, que se refugiaram em Angola e lutaram na guerra ao lado dos portugueses e depois do MPLA, mantiveram o hino escrito por Kiwele durante décadas de exílio.

Quando Mobutu Sese Seko caiu em 1997, entre as tropas de Laurent Desiré Kabila, que se tornaria no ano seguinte Presidente da República Democrática do Congo, havia uns três milhares de katangueses que vingavam o fim do Katanga independente e a morte do seu único Presidente, Moïse Tchombé, numa prisão da Argélia. Os denominados Tigres Katangueses voltavam, inspirados pelo seu hino, La Katangaise, para derrubar o ditador depois de 30 anos de uma história rocambolesca que os levou a jogar “um papel muito importante” na guerra em Angola, como afirmou Pezarat Correia numa conversa com o historiador Fernando Rosas.