Poderia ser legal usar hoje uma bomba atómica?

Os EUA bombardearam Hiroxima e Nagasáqui com a intenção de matar alvos civis, para forçar a rendição do Japão na II Guerra Mundial, há 75 anos. Cientistas analisam se tal poderia repetir-se.

O avião <i>Enola Gay</i> a aterrar na base aérea de Tinian, nas Ilhas Marianas, após a missão de bombardeamento atómico em Hiroxima, Japão
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O avião Enola Gay a aterrar na base aérea de Tinian, nas Ilhas Marianas, após a missão de bombardeamento atómico em Hiroxima, Japão Força Aérea dos EUA/REUTERS
Fumo a mais de 6100 metros em Hiroxima, depois da explosão da bomba atómica com o nome de código <i>Little Boy</i>
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Fumo a mais de 6100 metros em Hiroxima, depois da explosão da bomba atómica com o nome de código Little Boy REUTERS/U.S. Army Air Forces/Library of Congress
Fumo sobre Nagasáqui, depois da explosão da segunda bomba atómica
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Fumo sobre Nagasáqui, depois da explosão da segunda bomba atómica REUTERS/U.S. Air Force
Destruição em Hiroxima
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Destruição em Hiroxima REUTERS/War Department/U.S. National Archives
Pessoas a caminhar junto aos escombros em Hiroxima
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Pessoas a caminhar junto aos escombros em Hiroxima War Department/U.S. National Archives/REUTERS
Um soldado japonês em Hiroxima, já em Setembro
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Um soldado japonês em Hiroxima, já em Setembro Lieutenant Wayne Miller, USNR/Naval History and Heritage Command/REUTERS
A devastação em redor de uma ponte em Hiroxima
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A devastação em redor de uma ponte em Hiroxima Exército dos EUA/Biblioteca do Congresso/REUTERS
Destruição em Nagasáqui
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Destruição em Nagasáqui Departamento de Energia/Lawrence Berkeley National Laboratory/REUTERS
Tropas americanas a chegar a Nagasáqui em Setembro
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Tropas americanas a chegar a Nagasáqui em Setembro REUTERS/Naval History and Heritage Command
As marcas de uma mulher após a bomba atómica em Nagasáqui
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As marcas de uma mulher após a bomba atómica em Nagasáqui Departamento de Energia/Lawrence Berkeley National Laboratory/REUTERS
Cicatrizes numa vítima de Hiroxima
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Cicatrizes numa vítima de Hiroxima Exército dos EUA/REUTERS
Escombros em Hiroxima
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Escombros em Hiroxima War Department/U.S. National Archives/REUTERS
Um ciclista junto ao eléctrico em Hiroxima
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Um ciclista junto ao eléctrico em Hiroxima Marinha dos EUA/PhoM3/C George Almarez/REUTERS
Devastação em Nagasáqui
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Devastação em Nagasáqui Departamento de Energia/Lawrence Berkeley National Laboratory/REUTERS

As bombas atómicas lançadas pelos Estados Unidos sobre Hiroxima e Nagasáqui, no Japão, a 6 e 9 de Agosto de 1945, foram actos de guerra que hoje seriam ilegais – tiveram como objectivo principal matar um grande número de civis, para desmoralizar suficientemente o país e forçar o imperador japonês a render-se sem condições, para pôr fim à II Guerra Mundial. Mas isso aconteceu antes de as actuais leis da guerra terem sido elaboradas. O que aconteceria hoje se um Presidente dos EUA desse uma ordem para usar armas nucleares contra uma cidade iraniana ou contra a Coreia do Norte?