BCP deixa de ser accionista de referência da EDP

Posição do grupo passa a ser inferior a 2%, na sequência do aumento de capital de mil milhões de euros, concretizado este mês pela EDP.

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O BCP, tal como a EDP, tem como principal accionista um grupo chinês. O banco é presidido por Miguel Maya LUSA/ANTÓNIO COTRIM

Longe vão os tempos em que os principais bancos portugueses (incluindo a CGD e o extinto BES) marcavam presença no “núcleo duro” dos accionistas da EDP.

O BCP, o único accionista de referência com sede em Portugal que resistia no capital da eléctrica (onde também chegou a estar a Brisa), deixou diluir a sua posição no aumento de capital que a EDP realizou este mês, para comprar a espanhola Viesgo.

De acordo com um comunicado enviado pela empresa esta quarta-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), “o Grupo Banco Comercial Português reduziu a sua participação no capital social e direitos de voto da EDP abaixo do limite de 2% no dia 12 de Agosto de 2020, no seguimento da liquidação financeira do aumento de capital social da EDP”.

As posições do BCP na EDP são detidas através do fundo de pensões do grupo e da Fundação Millennium BCP. Foram quase duas décadas como accionista de referência do grupo EDP que, por seu turno, detém também 2,06% do capital do banco.

A EDP é a quarta maior accionista do BCP (via fundo de pensões), que é detido em 27,25% pela chinesa Fosun, em 19,49% pela angolana Sonangol, e em 3,39% pela norte-americana BlackRock.

A EDP, tal como o BCP, também tem como principal accionista um grupo chinês, a China Three Gorges, com quase 22% do capital.

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