Francisco de Holanda, um homem do Renascimento ainda por descobrir

Estreia-se hoje na RTP2, pelas 22h, o documentário Francisco de Holanda, A Luz Esquecida do Renascimento, que abre o universo do artista e intelectual português ao conhecimento alargado dos telespectadores. Com imagens e palavras que continuam a fascinar investigadores e estudiosos, reavaliando a história do Renascimento.

miguel-angelo,renascimento,leonardo-vinci,artes,culturaipsilon,pintura,
Fotogaleria
cortesia RTP
miguel-angelo,renascimento,leonardo-vinci,artes,culturaipsilon,pintura,
Fotogaleria
A historiadora de arte francesa Sylvie Deswarte-Rosa, há muitos anos uma estudiosa da obra de Francisco de Holana, é um dos especialistas que participam no documentário cortesia RTP
miguel-angelo,renascimento,leonardo-vinci,artes,culturaipsilon,pintura,
Fotogaleria
cortesia RTP

Continua a redescobrir-se, senão a descobrir-se, a obra e a figura de Francisco de Holanda (1517-1584). Objecto de estudos e conferências, tema de exposições, como as que se realizaram em Évora, em 2019, no Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo, na Biblioteca Nacional, em 2018, ou no Museu do Dinheiro, em 2017, o humanista português é o protagonista de um documentário que estreia esta quarta-feira, às 22h, na RTP2. Intitulado Francisco de Holanda, A Luz Esquecida do Renascimento, da autoria de Paula Moura Pinheiro, dá a ver desenhos, textos, livros, reconstituindo uma narrativa que atravessa o século XVI, entre Lisboa, Évora e Roma, da realidade das cortes às ruínas de cidade italiana. Um retrato vibrante, para o qual muito contribuem os depoimentos de Sylvie Deswarte-Rosa, Joaquim Caetano, Rafael Moreira, Isabel Almeida, Manuel Parada López de Corselas, José Cardim Ribeiro, Francesco Paolo Fiore, Vitor Serrão e Alessandro d’Alessio. Este conjunto de especialistas — a maioria historiadores de arte — traça o percurso do tratadista e pintor português, filho de António de Holanda, iluminador originário dos Países Baixos. Durante 50 minutos, biografia e obra sobrepõem-se numa atenção rigorosa às circunstâncias pessoais, ao contexto social e político, às afinidades artísticas e filosóficas, às transformações que marcaram aquele século tão fascinante quanto turbulento.