Migrantes interceptados em praia do Algarve ficam à guarda do SEF

Grupo de 28 migrantes interceptados na praia da ilha da Barreta foram presentes ao tribunal por “entrada e permanência irregular em território nacional”. Ficam à guarda do SEF enquanto aguardam os “trâmites do processo de afastamento”.

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Grupo de migrantes desembarcaram numa pequena embarcação a motor DR

Os migrantes que desembarcaram esta terça-feira na praia da ilha da Barreta, também conhecida como Ilha Deserta, em Faro, já foram presentes ao Tribunal Judicial de Faro por “entrada e permanência irregular em território nacional”, de acordo com Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF). Foi determinado que o grupo de 28 migrantes “oriundos do Norte de África” fica a “aguardar os trâmites do processo de afastamento que lhes vier a ser instaurado”, ficando durante esse período à guarda do SEF.

Em comunicado, o SEF adianta que aos migrantes – 24 homens, três mulheres, uma das quais grávida, e uma criança – foram garantidas “todas as necessidades básicas de alimentação e assistência médica”. Todos foram também sujeitos a testes à covid-19, com dois dos cidadãos a terem testes com resultado positivo ao vírus.

Assim, o SEF adianta que os elementos do grupo, que desembarcaram em território português “numa pequena embarcação a motor”, vão ficar em isolamento (quem está infectado) e quarentena profiláctica (os restantes), de acordo com as indicações dadas pela Autoridade Regional de Saúde.

Os 28 migrantes desembarcaram na praia da ilha da Barreta ao início da tarde de terça-feira. Todos foram interceptados por elementos da Polícia Marítima e da Guarda Nacional Republicana, que haviam sido alertados para “movimentos suspeitos de uma embarcação ao largo da ilha” por uma denúncia feita para o 112. A intercepção dos migrantes indocumentados foi feita “em pleno areal”, de acordo com a GNR e a Autoridade Marítima Nacional.

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