Nus nas redes sociais para apelar ao voto nas eleições norte-americanas

Chris Rock, Amy Schumer e Mark Ruffalo são algumas das dez figuras públicas da campanha que, despidos por completo, alertam sobre a importância do direito ao voto.

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As eleições presidenciais dos Estados Unidos acontecem a 4 de Novembro. Reuters/JIM URQUHART

Esta é uma ideia organizada pela RepresentUs, uma organização sem fins lucrativos que defende a transparência e o combate à corrupção nos Estados Unidos: um vídeo, com cerca de dois minutos, com estrelas de Hollywood que, completamente despidas, alertam os eleitores para não enviarem “boletins de voto nus” (da expressão naked ballot), ou votos por correio incorrectamente preenchidos, aproveitando ainda para apelar à importância do voto nas eleições presidenciais.

No vídeo, as celebridades incentivam os norte-americanos a cumprirem as regras específicas do seu estado, preencherem e enviarem os votos com o maior rigor e cuidado. Referem-se, ainda, à regra restrita do estado da Pensilvânia em que os votos por correspondência devem ser colocados em dois envelopes diferentes, de maneira a serem correctamente contados.

Por que aparecem nuas as celebridades? Por causa do termo naked ballot, ou seja, quando os boletins não são bem preenchidos e, por isso, não são tidos em conta na contagem.

À acção publicada nas redes sociais nesta quarta-feira, juntam-se o comediante e actor Chris Rock, também vencedor de quatro prémios Emmys e três Grammys; e Mark Ruffalo, de 52 anos, com uma carreira que passa pelo universo cinematográfico, por exemplo no último filme da saga VingadoresEndgame. Também o actor que dá voz à personagem Olaf, no filme Frozen, Josh Gad, participa no vídeo; assim como a actriz Tiffany Haddish, que interpretou Dina no filme Girls Trip; e Amy Schumer, reconhecida pelas actuações de stand-up ​comedy nos diferentes talk-shows norte-americanos, como The Ellen DeGeneres Show.

De recordar que a votação por correspondência foi debatida este ano, uma vez que o ainda presidente, Donald Trump, afirma que essa poderá permitir a fraude generalizada. A 59ª eleição presidencial dos Estados Unidos decorre no próximo mês, a 3 de Novembro.

Texto editado por Bárbara Wong

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