Astronautas russos e norte-americana partem para a Estação Espacial Internacional

A nova tripulação deverá testemunhar a chegada, prevista para 1 de Novembro, da missão SpaceX Crew-1, da empresa aeroespacial SpaceX.

Um trio de astronautas que inclui dois russos e uma norte-americana descolou esta quarta-feira rumo à Estação Espacial Internacional, utilizando pela primeira vez uma manobra rápida para chegar àquele posto em apenas três horas.

Kate Rubins, da NASA, e Serguei Ryzhikov e Serguei Kud-Sverchkov, da agência espacial russa Roscosmos, descolaram a bordo da nave Soiuz MS-17 às 10h45 (6h45 em Lisboa), das instalações de lançamento espacial situadas em Baikonur, no Cazaquistão, para um período de seis meses na estação.

A equipa está a tentar pela primeira vez uma aproximação de duas a três horas ao posto avançado em órbita. Anteriormente, as tripulações demoravam o dobro do tempo a chegar à estação espacial. O acoplamento da nave Soiuz MS-17 com a plataforma orbital, que é feito de modo automático, é esperado às 9h52, hora em Lisboa.

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Os astronautas Kate Rubins, Sergei Ryzhikov e Sergei Kud-Sverchkov ROSCOSMOS/EPA

O trio irá juntar-se ao comandante da NASA da estação espacial, Chris Cassidy, e aos astronautas da agência espacial russa Anatoli Ivanishin e Ivan Vagner, que estão no espaço desde Abril e deverão regressar à Terra a 21 de Outubro.

A nova tripulação deverá continuar a trabalhar em centenas de experiências biológicas, biotecnológicas, físicas e científicas da Terra. Entre as missões a serem realizadas, está também a selagem das microfugas de ar detectadas na estação no final de Agosto.

“Não existe uma instalação absolutamente estanque, sempre existiram e continuarão a existir microfugas, o problema é que uma das actuais é um pouco maior do que o esperado, mas não afecta a segurança da tripulação ou a capacidade de trabalho da estação”, explicou o capitão de tripulação, Serguei Ryzhikov, na véspera do lançamento, na terça-feira.

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Imagem retirada de vídeo oficial do site da agência russa Roscosmos com a descolagem do foguetão russo Soiuz a transportar a cápsula tripulada Soiuz MS-17 do cosmódromo de Baikonur ROSCOSMOs/EPA/Lusa

A tripulação também deverá testemunhar a chegada, prevista para 1 de Novembro, da missão SpaceX Crew-1, da empresa de transporte aeroespacial SpaceX, propriedade do empresário Elon Musk, que levará os astronautas da NASA Mike Hopkins, Victor Glover e Shannon Walker e o japonês Soichi Noguchi à estação espacial.

A Estação Espacial Internacional, um projecto de mais de 150 mil milhões de dólares em que participam 15 nações, consiste actualmente em 15 módulos permanentes, orbitando a 400 quilómetros de altitude e a uma velocidade de mais de 27 mil quilómetros por hora.

Durante a conferência de imprensa na véspera do lançamento, em Baikonur, a astronauta norte-americana Kate Rubins referiu que a tripulação passou semanas em quarentena nas instalações de treino da Cidade das Estrelas, a principal base de treino para os cosmonautas da Rússia, e depois em Baikonur, para evitar qualquer ameaça do novo coronavírus.

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