Dentro dos cuidados intensivos de Matosinhos, na curva da segunda vaga

No serviço de cuidados intensivos do Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, mais de metade das camas disponíveis para doentes com covid-19 já estão ocupadas. O hospital tem capacidade para expandir, mas são necessários mais recursos humanos.  

Rui Oliveira
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Na última semana, Matosinhos foi um dos concelhos com registo de maior número de infecções por covid-19. Aumentam as infecções no município, aumentam também os internamentos no Hospital Pedro Hispano (HPH), que já tem ocupadas mais de 60 camas, das pouco mais de uma centena que existem para dar resposta à pandemia.

No início desta semana, os serviços de Medicina Intensiva dedicados exclusivamente aos pacientes infectados com o novo coronavírus, com capacidade para 21 pacientes, já ultrapassavam metade da capacidade de ocupação.

Em Maio, a Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) duplicou a capacidade quando, em tempo recorde — 20 dias —, se construiu uma nova ala para os pacientes em estado mais grave, com 11 quartos individuais com pressão negativa. 

No último domingo, o presidente da administração da Unidade Local de Saúde de Matosinhos, António Taveira Gomes, dizia ao PÚBLICO existirem condições no hospital para aumentar a lotação das unidades dedicadas à covid-19. Mas se por esta altura o espaço para uma potencial expansão não é um problema, já o mesmo não acontece a nível de recursos humanos, que, com o número crescente de infectados, pode não ser suficiente, se for necessário expandir. Aos cuidados intensivos do HPH continuam a chegar pacientes e o trabalho dos profissionais da unidade vai aumentando, obrigando-os a fazer turnos mais pesados e mais longos.  

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