Pecado de Ter Stegen deixa Barcelona a nove pontos da liderança

O Barcelona pouco fez para reverter um resultado problemático – ainda que, possivelmente, não tão problemático como o choro de Gerard Piqué, que se lesionou no joelho com aparente gravidade.

Carrasco ultrapassa Ter Stegen
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Carrasco ultrapassa Ter Stegen Reuters/SERGIO PEREZ

O jogo estava equilibrado, quiçá até a cair para o lado do Barcelona, mas um erro colossal do guarda-redes Ter Stegen entregou, neste sábado, o clássico espanhol ao Atlético de Madrid. A equipa da capital venceu por 1-0 e igualou, à condição, a Real Sociedad na liderança da Liga espanhola. Para o Barcelona, porém, o resultado traz grandes problemas: a equipa treinada por Ronald Koeman está a nove pontos da liderança, uma distância já preocupante com apenas oito jogos cumpridos pelos catalães.

No Wanda Metropolitano, o jogo teve, como esperado, ascendente do Barcelona. A equipa de Koeman (com Trincão apenas na segunda parte) “estacionou” no meio-campo do Atlético, que surgiu neste jogo mais defensivo ainda do que o habitual – na primeira parte, a equipa esteve frequentemente a defender em 6-6-2, com Llorente e Carrasco como laterais e onze jogadores atrás da linha da bola.

E a opção de Diego Simeone, que teve João Félix no “onze”, estava a ter tudo para correr mal. Dembélé esteve vários minutos a “destruir” Carrasco – cuja habilidade defensiva, até na colocação dos apoios, foi sofrível –, sem que o Atlético conseguisse proteger o belga das diabruras do jovem francês.

Mas, tal como em Inglaterra, no Tottenham-Manchester City, o Atlético provou que atacar bem é melhor do que atacar muito. A equipa de Madrid teve uma boa transição logo aos 5’, quando Carrasco serviu Saúl para um grande remate, e outro bom lance aos 12’, quando Correa, entre linhas, desmarcou Llorente, que rematou à trave.

Lionel Messi ainda teve um bom lance aos 41’, mas o Barcelona foi ficando mais macio com o passar dos minutos. E, já perto do intervalo, Ter Stegen decidiu sair da baliza. Tentando controlar a profundidade, numa bola longa, calculou mal o tempo de saída e foi ultrapassado por Carrasco, que finalizou de baliza aberta. E a aposta de Simeone em Carrasco ganhou, um ápice, toda a lógica, depois de vários minutos de problemas para o extremo belga.

Incapaz de reagir, o Barcelona, à excepção de um remate de Griezmann, pouco mais fez para reverter um resultado problemático – ainda que, possivelmente, não tão problemático como o choro de Gerard Piqué, que se lesionou. Pelo tipo de movimento do joelho e pelas lágrimas do trintão, a lesão parece ser grave.

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