Proposta de ex-deputada do PAN sobre gaivotas não é inédita e até Rui Rio a fez em 2008

A adaptação de espécies selvagens ao contexto urbano através da alimentação em aterros como fontes inesgotáveis tem causado incómodos a algumas populações. As queixas já recuam a 2008, mas o problema persiste.

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A invasão humana da orla costeira empurra as espécies para os centros urbanos e cria conflitos de saúde pública Paulo Pimenta

O aumento da população de gaivotas em centros urbanos (e não em ambiente selvagem) é um problema com vários anos e voltou agora a ser levantado pela voz da deputada não-inscrita Cristina Rodrigues, ex-deputada do PAN. Num projecto de resolução entregue na Assembleia da República na última semana, a deputada alerta para “o crescente conflito entre gaivotas e humanos” causado pela ocupação humana do litoral – e consecutivamente diminuindo as áreas selvagens – e pela adaptação das gaivotas ao espaço urbano e propõe a criação de um grupo de trabalho que avalie a situação a nível nacional. O nível do excesso de ruído, a sujidade, a excessiva reprodução, a alimentação a partir de aterros que pode conduzir à proliferação de doenças e até os comportamentos agressivos das gaivotas-de-patas-amarelas e das gaivotas-d’asa-escura nas cidades são algumas das queixas identificadas.