Josefa de Óbidos e Paula Rego quiseram dar à mulher o lugar que ela merece na história (da pintura e da igreja)

Exposição na Casa das Histórias Paula Rego junta quase 150 obras das duas artistas – uma veio de Sevilha e ficou; a outra nasceu em Portugal e saiu. Estão separadas por 300 anos, mas muitas coisas as aproximam.

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Casamento Místico de Santa Catarina (c. 1650), de Josefa de Ayala Cortesia: Museu Nacional Soares dos Reis
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Descida da Cruz (2002), de Paula Rego (da série O Ciclo da Vida da Virgem) Cortesia: Colecção particular
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Santa Maria Madalena (c.1650-1655), de Josefa de Ayala Cortesia: Museu Nacional Machado de Castro
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Estudo para O jardim de Crivelli (Visitação) (1990-91), de Paula Rego Cortesia: Colecção particular
,Barroco
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Natureza-morta com doces, flores, queijos e cesto de favas (1676), de Josefa de Ayala Cortesia: Museu Municipal de Santarém, Casa-Museu Anselmo Braamcamp Freire
,Arte contemporânea
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No Deserto(1998), de Paula Rego (da série O Crime do Padre Amaro) Cortesia: Colecção particular

Duas artistas profundamente independentes, apostadas em criar nos seus próprios ateliers um mundo à parte que, reflectindo o exterior, lhes permitisse imaginar, subverter, reinterpretar, transgredir. Um mundo em que a mulher tivesse voz e assumisse o papel de protagonista que tantas vezes é o seu e que tantas vezes lhe é negado porque quem conta a história, ou quem a pinta, é um homem. É assim, pelo menos, que o vemos daqui, agora.