Seis tradições que pode experimentar nesta passagem de ano

Já que tudo é diferente neste 2020 por que não saborear uma tradição de um país diferente?

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LUSA/GEORGI LICOVSKI

Se o ano passado cumpriu todas as tradições associadas à passagem do ano, depois de um ano tão atípico em que familiares e amigos são aconselhados a não se juntar, por que não inovar e experimentar tradições de outros países? Esta é uma óptima maneira de dar a volta ao mundo, numa espécie de “vá para fora cá dentro”, numa viagem por diferentes culturas.

Japão: Comer toshikoshi soba

Shiwasu. Assim se chama o período do final do ano no Japão, onde as tradições passam por viajar para ir ver a família, festejar com os amigos ou por limpar e arrumar a casa.Para comemorar o passagem de ano, os japoneses comem toshikoshi soba,  uma taça de sopa de noodles (feitos com trigo serraceno, um grão que simboliza a força e a resiliência, uma vez que é resistente e duradouro). Esta é uma tradição com cerca de oito séculos. Acredita-se que tudo terá começado num templo budista, na passagem de ano, quando os monges ofereceram esta sopa aos mais pobres. Por isso, não é de estranhar que este prato simbolize o desejo de, no próximo ano, quem a comer tenha uma longa e próspera vida. 

Dinamarca: Saltar de uma cadeira

Se por cá se sobe para um banco, na Dinamarca há que saltar para o chão como quem salta do ano velho para o ano novo. Antes da chegar a meia-noite, sobe-se para uma cadeira, um banco ou um sofá e assim que o novo ano é anunciado, salta-se para o chão. Caso se esqueçam de saltar, os dinamarqueses acreditam que o ano não vai correr bem. Não é de estranahr que esta seja uma tradição muito querida pelas crianças, aquelas que conseguem chegar acordadas à meia-noite.

Espanha: Comer 12 passas de uvas

Esta é também uma tradição portuguesa, mas diz que terá começado no país vizinho e que se espalhou por todo o mundo, em especial pela América Central e do Sul. Portanto, comer passas não tem nada que saber: por cada badalada, come-se uma, 12 pelos 12 meses do ano e, no caso dos portugueses há quem tenha acrescentado a esta tradição o pedido de um desejo ou de uma intenção para o novo ano. Os espanhóis também acrescentaram mais uns elementos para dar sorte no ano seguinte: vestir roupa interior encarnada, caso se procure um novo amor; amarela, se o que se quer é alegria e riqueza. Por cá, por esta altura, as marcas vendem roupa interior azul, a cor simboliza a prosperidade e a harmonia. 

Costa Rica: Passear a sua mala de viagem pelo quarteirão

Esta é uma tradição popular em toda a América Latina: pegar na mala de viagem e percorrer o quarteirão ou a rua com a mesma, em passo de corrida. Mas antes, dentro da mala ponha todos os seus desejos para 2021. Depois, à meia-noite, é tradição pegar na mala e correr, na esperança de viajar no ano novo. “Quanto mais longe corremos com as nossas malas, mais longe viajaremos no ano novo”, escreve a repórter do Washington Post, Samantha Schmidt, que desde que nasceu, passa esta época com a sua família na Costa Rica. “Todos fazemos isso, dos meus primos pequenos às minhas tias mais velhas e de saltos altos. Os nossos vizinhos gritam ‘Feliz Año Nuevo!’ E juntam-se a nós, enquanto fogos-de-artifício disparam em todas as direcções.” 

Equador: queimar imagens

Esta é uma tradição que se estende a outros países que ficam abaixo da América do Norte: na véspera do ano novo, as pessoas saem à rua para queimar imagens de coisas que simbolizam o ano que termina. Ao pôr no fogo essas imagens, os equatorianos querem deixar para trás as coisas más, desejando que não os acompanhem no novo ano.

Rússia: Queime e depois beba os seus desejos

Depois de um ano de sonhos arruinados e planos cancelados, comece do zero com esta tradição russa. Antes da meia-noite, escreva os seus desejos para 2021 num pedaço de papel e queime-o. Assim que estiver em cinzas, polvilhe-as cheias de desejos numa taça de champanhe e beba depois de o relógio bater a meia-noite.