Filomena provoca estragos na passagem pela Madeira

Tempestade assustou mais do que destruiu. Mesmo assim, perto de meia centena de estradas têm de ser limpas e uma família ficou sem casa.

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Não há registo de feridos LUSA/HOMEM DE GOUVEIA
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Dois carros ficaram destruídos na passagem da tempestade LUSA/HOMEM DE GOUVEIA
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Meia centena de estradas exigiram intervenção das autoridades LUSA/HOMEM DE GOUVEIA

Meia centena de estradas encerradas, aviões desviados, inundações, quedas de árvores, ribeiros obstruídos, dois carros arrastados pela água, três habitações danificadas e uma família de três pessoas desalojada. 

A passagem da tempestade Filomena pela Madeira, que se caracterizou por vento forte, com rajadas a rondar os 100 quilómetros por hora, e precipitação elevada, colocou as autoridades regionais em alerta máximo e a população em sobressalto. Principalmente aquela que no dia de Natal tinha sofrido, no Norte da ilha, os efeitos de outro temporal, que provocou inundações, cortes de estrada e danos consideráveis em habitações, automóveis e equipamento público.

Desta vez, foi mais o susto do que os estragos e terá valido, também, os alertas que foram sendo dados ao longo do dia. As escolas dos concelhos no Norte da ilha foram encerradas mais cedo e a população aconselhada a permanecer em casa.

Mesmo assim, na manhã desta sexta-feira – o maior impacto da tempestade Filomena aconteceu durante a madrugada – persistiam estradas interrompidas, principalmente a Norte, que voltou a ser a zona mais atingida. A chuva, que praticamente foi interrupta durante mais de 12 horas, provocou deslizamentos de terras e pequenas derrocadas, que interromperam estradas e condicionaram curso de água. Em Santana, uma casa foi atingida numa altura em que os três moradores, alertados pelo barulho, já tinham procurado refúgio noutra zona.

Em Machico, já a Sul, um ribeiro galgou para a estrada e arrastou dois automóveis, juntamente com pedras e entulho. Há também registo, um pouco por toda a ilha, de queda de árvores, sem danos consideráveis.

A tempestade, que já seguiu caminho, trouxe uma descida na temperatura – a neve caiu de madrugada no maciço central da ilha – e perturbou o funcionamento do aeroporto, cancelando voos e desviando outros para o Porto Santo. Foi o que aconteceu, já na quarta-feira, ao aparelho que transportava a equipa de futebol do Sporting, cujo jogo frente ao Nacional, agendado para quinta-feira às 18h30, foi adiado, já com as duas equipas preparadas para entrar em campo, devido precisamente aos efeitos da tempestade.