Tiago Mayan, o “único liberal”, não fará o que não é permitido aos cidadãos

Candidato fez lançamento simbólico da campanha eleitoral para a Presidência da República, com apresentação de outdoor em Lisboa.

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“Se votas igual, não esperes diferente” é o aviso que o candidato Tiago Mayan Gonçalves começou a deixar hoje nos 22 outdoors que tem espalhados pelos distritos litorais de Lisboa, Porto, Braga, Aveiro, Coimbra e Setúbal. “A proposta que tenho é a única no espaço não socialista que é moderada, humanista, liberal e não radical”, disse Mayan, vincando ser a solução para quem não se revê no socialismo “nem quer ficar preso em extremismos e quer um rumo diferente dos últimos 40 anos”.

Com a agenda suspensa, o candidato fez um lançamento simbólico da campanha no segundo dia, ao lado do deputado e líder da IL, João Cotrim Figueiredo, poucas horas depois da colagem do outdoor frente ao Campo Pequeno, em Lisboa. E garantiu: “Eu não quero fazer o que não é permitido fazer aos cidadãos. Isso significa que tenho que reinventar a campanha.”

Da reunião desta terça-feira no Infarmed, perante o actual “cenário negro” da pandemia, Mayan espera três respostas: “Perceber como se chegou a este ponto; que medidas serão aplicadas e porquê; e os apoios directos e imediatos às actividades que o Governo mandar fechar e aos portugueses que confinar”.

Aos jornalistas recusou definir fasquias de votação, mas salientou que tem tido boa receptividade na rua. Até contou a história do João, o rapaz das entregas da Uber Eats que voltou a tocar-lhe à campainha para dizer que gostara de o ouvir enfrentar André Ventura no debate na TV. “Vou votar em si e agradeço ter dito o que disse ontem”, disse a Mayan – um pormenor: o João é de etnia cigana.

Se nas costas tinha o seu cartaz, Mayan e Cotrim falaram de frente para um outdoor do PSD, com a imagem de Sá Carneiro num comício e uma frase sua lapidar: “Não há nada que pague a sinceridade na acção política.” O candidato sorri e afirma: “Na altura era a ala liberal. Concordo em pleno. Poderia ser dito por mim, não haja dúvidas.”