Albuquerque apela ao voto em Marcelo, mas quer mais do segundo mandato

Líder do PSD-Madeira diz que Marcelo é o “único recomendável”, mas quer mais intervenção de Belém na defesa das autonomias.

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Miguel Albuquerque com Marcelo Rebelo de Sousa LUSA/HOMEM DE GOUVEIA

É um apoio assim-assim. O líder do PSD-Madeira, Miguel Albuquerque, apelou esta terça-feira ao voto em Marcelo Rebelo de Sousa nas eleições presidenciais do próximo domingo, considerando o candidato como o “único recomendável” entre os nomes que se apresentam na corrida.

“O voto em Marcelo Rebelo de Sousa é o único recomendável, porque é o único capaz de derrotar a esquerda anti-autonomista que ainda manda em Portugal”, considera Albuquerque, num comunicado divulgado durante a tarde pelos sociais-democratas madeirenses, em que defende o adiamento das eleições presidenciais.

Uma realidade pandémica sem paralelo desde Março de 2020, uma forte pressão na resposta dos serviços de saúde, e uma crise económica e social, deveriam, argumenta o também chefe do executivo madeirense, ser justificação suficiente para adiar as eleições.

Mas, continua, a insensibilidade partidária – “em especial dos partidos de esquerda” –, opôs-se ao adiamento, num contexto em que a participação eleitoral pode estar comprometida. “Uma abstenção muito elevada apenas ajudará o PS, com a diminuição da legitimidade do Presidente eleito, num mandato que será determinante para todos nós.”

Albuquerque, que chegou a equacionar encabeçar uma candidatura a Belém e que tem criticado Marcelo, acusando-o de pouca intervenção nas reivindicações madeirenses junto de António Costa, diz que o país precisa de um Presidente da República que seja a “antítese” da esquerda “sem princípios e sem visão” que governa Portugal. Um Chefe de Estado, defende, para todos os portugueses, vivam estes no território continental ou nas regiões autónomas.

É neste “enquadramento” que o PSD-Madeira recomenda o voto em Marcelo, e espera, que a reeleição, “seja uma nova oportunidade” para o aprofundamento e para o respeito pela autonomia. “Desta vez o Presidente da República deverá ter um papel activo na defesa do povo madeirense.”