Testes rápidos arrancam quarta-feira nas escolas de concelhos com maior risco de contágio

Professores e alunos de escolas secundárias em concelhos de risco extremamente elevado vão ser testados. Encarregados de educação têm que dar consentimento.

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Daniel Rocha

Alunos, professores e funcionários de escolas secundárias públicas e privadas localizadas em concelhos de risco extremamente elevado de infecção pelo novo coronavírus vão começar a ser testados com testes rápidos de antigénio já a partir desta quarta-feira, adiantam os ministérios da Saúde e da Educação em comunicado conjunto. 

A realização de testes rápidos nas escolas estava prevista desde o início de Novembro na Estratégia Nacional de Testes, da Direcção-Geral da Saúde (DGS). A campanha vai avançar agora nas escolas dos concelhos com maior risco de contágio mas, se forem identificados surtos activos nos estabelecimentos de ensino, a testagem será intensificada e dada prioridade a todas as escolas afectadas, “independentemente do grau de ensino” a que pertençam, acrescentam os ministérios. 

Os últimos dados da incidência a 14 dias apresentados no boletim epidemiológico da DGS desta segunda-feira indicam que há em Portugal mais 98 concelhos no “risco extremamente elevado” de contágio por covid-19: são agora 155, um aumento de 170% em comparação com os 57 da semana anterior. Ou seja, mais de metade dos concelhos do país (50,3%) está agora no nível mais elevado de risco.

Quanto aos testes rápidos, os encarregados de educação terão que preencher um modelo de consentimento informado e os directores das escolas terão que assegurar “as condições logísticas necessárias para a realização dos testes”, lê-se no comunicado. A coordenação deste processo será levada a cabo, localmente, pelos delegados regionais de educação em articulação com os delegados regionais de saúde.

Em vigor desde Novembro, a Estratégia Nacional de Testes para SARS-CoV-2 determina que em situações de surto não só em escolas, mas também em lares ou outras instituições, devem ser utilizados preferencialmente testes rápidos de forma a que seja possível “rapidamente as medidas adequadas de saúde pública”.

Como funcionam estes testes rápidos? A principal diferença é que, em vez de pesquisarem o RNA (o material genético do próprio vírus), vão pesquisar o antigénio — proteínas específicas do vírus. Estes testes dependem, tal como os tradicionais, de uma zaragatoa nasofaríngea que é depois colocada num líquido que induz a libertação do vírus. A técnica é semelhante à dos testes de gravidez e permite uma reacção em tempo real.