KLM suspende voos de longo curso e “número indeterminado” de ligações europeias

Governo holandês proibiu a entrada de aviões com partida da América do Sul, África do Sul e Reino Unido, além de um segundo teste rápido negativo à covid-19 antes do embarque. Em sequência, KLM suspende todos os voos de longo curso e “um número indeterminado de voos europeus” com destino ao país, a partir de sexta-feira.

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KACPER PEMPEL/REUTERS

A KLM, transportadora aérea holandesa, actualmente subsidiária da Air France KLM, decidiu suspender todos os voos de longo curso com destino aos Países Baixos, na sequência da proibição temporária proposta pelo Governo local aos aviões com proveniência da África do Sul, Reino Unido e América do Sul.

A companhia aérea antecipava-se assim ao leque de medidas anunciadas esta quarta-feira pelo primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, a ser aprovado entretanto pelo parlamento.

A decisão da KLM entra em vigor esta sexta-feira e afecta 270 voos semanais, assim como “um número indeterminado de voos europeus” com destino aos Países Baixos. “Com base nas informações que temos, as medidas também contarão para os membros da tripulação”, afirma o porta-voz da KLM, Gerrie Brand, citado pela agência Reuters. “Não podemos correr o risco de ter membros da tripulação presos no exterior, por isso decidimos suspender todos os voos de longo curso.”

Em causa está a imposição de novas medidas de combate à propagação da covid-19 por parte do Governo holandês, com especial foco nas novas estripes, alegadamente mais infecciosas, que terão surgido naqueles países.

A proibição dos voos com origem na América do Sul (todos os países), África do Sul e Reino Unido entra em vigor no sábado.

Entre as medidas, está ainda a exigência de um segundo teste rápido negativo a todos os passageiros internacionais e tripulação, feito pouco antes do embarque em aviões e embarcações que cheguem aos Países Baixos. Um primeiro teste negativo, realizado até 72 horas antes da viagem, já era exigido a todos os viajantes.

No fim-de-semana arranca ainda o recolher obrigatório em todo o país, das 20h30 às 4h30, imposto pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial. “Esta é uma medida muito difícil, mas estamos numa encruzilhada”, afirmou Rutte em conferência de imprensa. “A variante britânica não nos deixa alternativa.”

Escolas e lojas não essenciais já tinham fechado em meados de Dezembro, depois de restaurantes e bares terem encerrado dois meses antes. A reabertura dos espaços não está prevista até, pelo menos, 9 de Fevereiro.