Chega pede a demissão do conselho directivo do INEM

O Iniciativa Liberal exigiu ao primeiro-ministro que assuma “as suas responsabilidades” pelo que chama de “gestão calamitosa do plano de vacinação”.

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André Ventura LUSA/MIGUEL A. LOPES

O Chega pediu, este domingo, a demissão do conselho directivo do INEM, na sequência da aplicação de vacinas contra o covid-19 a cidadãos que não se encontravam nos grupos prioritários.

“É inadmissível e vergonhoso que, numa fase em que estão ainda por vacinar milhares de profissionais que combatem diariamente a pandemia, a instituição INEM tenha decidido vacinar contra o covid-19 funcionários considerados não prioritários pelo plano de vacinação”, diz o Chega em comunicado.

O partido liderado por André Ventura acrescenta que “num dos momentos mais críticos que o país atravessa, a delegação regional do Norte do INEM considerou ainda que as vacinas remanescentes deveriam ser administradas a funcionários de uma pastelaria vizinha à instituição no Porto”.

“Como se podem explicar tais actos aos milhares de profissionais do sector da saúde, das forças de segurança e dos bombeiros e aos milhares de idosos e pessoas com quadros clínicos frágeis que as colocam na lista prioritária que foram preteridas por esta instituição pública?”, pergunta.

O partido diz ainda que o que é “revoltante e incompreensível, é o silêncio da ministra da Saúde para com este escândalo”.

Também neste domingo, o Chega pediu que o coordenador do plano de vacinação anti-covid-19, Francisco Ramos, seja ouvido na comissão parlamentar de saúde da Assembleia da República, face às polémicas com a aplicação de vacinas.

“Pese embora fale em ‘batota’ no acesso às vacinas, o dr. Francisco Ramos opta por um discurso de ataque a intervenientes políticos cuja responsabilidade no processo de vacinação é rigorosamente nenhuma”, é afirmado em comunicado.

IL fala em “gestão calamitosa”

Já a Iniciativa Liberal (IL) exigiu ao primeiro-ministro que assuma “as suas responsabilidades” pelo que chama de “gestão calamitosa do plano de vacinação” contra a covid-19”

“É absolutamente lamentável que a incapacidade de gestão e organização da governação socialista esteja a minar irreversivelmente a confiança dos portugueses num instrumento de combate à pandemia tão crítico como o plano de vacinação”, diz o partido em comunicado.

A IL considera ainda “inaceitável” que o planeamento de distribuição das vacinas “não inclua uma metodologia de gestão das sobras que permita assegurar que não se desperdiçam doses não utilizadas e que não há aproveitamentos oportunistas ligados a lógicas de proximidade profissional, pessoal, familiar ou partidária”.

“A Iniciativa Liberal interpela directamente o senhor Primeiro Ministro exigindo-lhe que abandone definitivamente a abordagem arrogante e propagandística e que assuma as suas responsabilidades pela gestão calamitosa do plano de vacinação”, acrescenta.