Costa diz que quem não cumprir as regras de vacinação “tem de ser punido”

Primeiro-ministro e ministra da Saúde visitaram Centro de Saúde de Alvalade e Parque para assinalarem o início da vacinação a maiores de 80 anos.

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António Costa Reuters/PEDRO NUNES

“Quem não cumpre as regras [da vacinação] tem de ser punido. É simples.” O primeiro-ministro comentou esta quarta-feira de manhã, em Lisboa, os casos de vacinação indevida que têm sido noticiados nos últimos dias. Após uma visita ao Centro de Saúde de Alvalade e Parque, em Lisboa, onde assinalou o arranque da vacinação para cidadãos com mais de 80 anos, ou com 50 anos e com algumas doenças associadas, António Costa disse ainda que os portugueses têm de se concentrar “no que é a regra e na disponibilidade que existe para vacinação.

“É fundamental que todos respeitem os critérios. Ninguém quer ultrapassar ninguém e, compreendendo que todos estamos ansiosos de chegar a nossa vez da vacina, devemos aguardar. É como quando vamos apanhar o autocarro, ou ao supermercado: às vezes é chato ter de esperar pelas pessoas que estão à nossa frente, mas ninguém tem o direito de ultrapassar os outros e tem de se respeitar”, acrescentou.

Acompanhado pela ministra da Saúde, Marta Temido, e pelo secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Duarte Cordeiro, enquanto coordenador de região de Lisboa no combate à covid-19,​ António Costa avisou que a nova face de vacinação, que arrancou esta quarta-feira, vai ser “muito mais exigente” e vai implicar “uma grande capacidade de mobilização” de todas as unidades de saúde. “É uma nova fase muito mais exigente do que aquilo que tivemos até agora” e irá abranger “um universo total de 900 mil pessoas”, disse.

De acordo com o primeiro-ministro, foram já vacinadas 400 mil pessoas contra a covid-19. “Já temos mais de 400 mil pessoas que tiveram pelo menos a primeira toma”, declarou. Entre estas 400 mil pessoas estão utentes de lares, profissionais de saúde considerados prioritários e funcionários dos lares e residências de idosos.

Agora, acrescentou o primeiro-ministro, é o momento de “dar o salto”. “Vamos ter dois meses de trabalho muito exigente e que vai ser fundamental para preparar a fase seguinte”, que irá atingir a população em geral.

De acordo com o primeiro-ministro, há “um esforço muito grande da comunidade europeia” para que a indústria farmacêutica cumpra os prazos e se possa “acelerar” o processo de vacinação. “É fundamental”, afirma António Costa. “É a única forma de erradicar esta pandemia”, resume.