Portugal tornou-se um país viciado em fundos europeus

O Plano de Recuperação e Resiliência é António Costa a patrocinar-se a si próprio, injectando nas veias da pátria a dose de fundos com que planeia anestesiar o país durante mais uns anos. Talvez resulte.

E se a vitamina for uma droga? E se a bazuca for um tiro no pé? E se os milhares de milhões de euros que vão voltar a cair sobre o país apenas servirem para perpetuar um modelo de desenvolvimento inviável, eternamente centralizado no Terreiro do Paço, perpetuamente dirigido pelo governo de plantão? E se o único plano estratégico para Portugal for semelhante ao de um toxicodependente – garantir a próxima dose, ano após ano, quadro plurianual após quadro plurianual?