Faro: incêndio destruiu o único restaurante da Ilha Deserta

Restaurante Estaminé foi consumido por fogo de “grandes dimensões”.

faro,olhao,fugas,algarve,turismo,praias,
Fotogaleria
LUSA/JORGE RICO
faro,olhao,fugas,algarve,turismo,praias,
Fotogaleria
LUSA/JORGE RICO
faro,olhao,fugas,algarve,turismo,praias,
Fotogaleria
LUSA/LUÍS FORRA
faro,olhao,fugas,algarve,turismo,praias,
Fotogaleria
LUSA/LUÍS FORRA
Fotogaleria
LUSA/LUÍS FORRA

Um incêndio deflagrou na noite desta terça-feira na ilha da Barreta, na Ria Formosa, em Faro, conhecida como Deserta, destruindo o restaurante Estaminé, o único da ilha, não havendo feridos a registar. 

O fogo de “grandes dimensões”, reportou o comandante da Zona Marítima do Sul, Fernando Rocha Pacheco, tornou-se visível “até da parte de Olhão e de Faro, do lado de cá da Ria [Formosa]”, tendo várias pessoas publicado imagens e vídeos do momento. O restaurante foi “consumido” e já “não há nada a salvar”, indicou o responsável. A Ilha Deserta, sublinha o comandante Rocha Pacheco, é “uma ilha deserta, em abstracto, não tem lá ninguém”.

​O alerta foi recebido por volta das 22h45, confirma a Autoridade Marítima Nacional (AMN), “através do proprietário do restaurante, que foi avisado por um pescador de que o seu restaurante estava em chamas, tendo este alertado as autoridades”. A AMN informa em comunicado que “mobilizou de imediato para o local três embarcações da Polícia Marítima, com elementos dos Bombeiros Sapadores de Faro”. Foram utilizadas “motobombas para tirar água da Ria Formosa de modo a apagar este incêndio”.

Sendo uma construção em madeira, o restaurante ardeu por completo e registaram-se algumas explosões. Segundo explica a AMB,  o local "tinha no seu interior três bilhas de gás, que pelo que foi possível apurar terão rebentado”. “As causas que terão provocado o incêndio ainda estão por apurar”, acrescenta-se.

Foto
LUSA/LUÍS FORRA

O proprietário do restaurante, José Vargas, confirmou entretanto ao jornal Sul Informação que, de facto, não estaria ninguém no local e que esteve na ilha até às 18h de terça-feira, já que o espaço estava em obras durante este período de confinamento, estando previsto para reabertura na época alta. “Não sei o que se terá passado. Agora, vem cá a Polícia Judiciária e espero que me possam dizer alguma coisa”, diz o proprietário ao jornal local, referindo que vai “activar o seguro”, “tentar perceber o que se passou e “reconstruir tudo”, estando em causa os postos de 33 trabalhadores.

O restaurante era uma atracção da Deserta, a ilha que tem o acesso mais limitado da Ria Formosa e que oferece sete quilómetros de praias, com pouco mais construções do que o espaço de restauração, pequenas cabanas de apoio à pesca e o farol.

Imagens de divulgação do restaurante Estaminé Animaris
Imagens de divulgação do restaurante Estaminé Animaris
Imagens de divulgação do restaurante Estaminé Animaris
Imagens de divulgação do restaurante Estaminé Animaris
Imagens de divulgação do restaurante Estaminé Animaris
Fotogaleria
Animaris

O acesso regular é feito por barco da Animaris, empresa que detém o restaurante e concessão balnear da ilha.

O restaurante tinha espaço para 120 pessoas, baseava a restauração na gastronomia local, com mariscos e peixes, tendo a sua nova casa sido erguida em 2007, incluindo uma central fotovoltaica que “fornece toda a energia”, dizia ao Público Isabel Vicente, proprietária da Animaris juntamente com o marido, José Vargas, numa visita à ilha publicada pela Fugas.