Sporting deixa pontos em Moreira de Cónegos

“Leões” estiveram a vencer até aos 90’, altura em que Walterson assinou um grande golo. Vantagem sobre o segundo classificado é agora de oito pontos.

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LUSA/JOSE COELHO

Depois de tantos jogos a ganhar no limite, o Sporting deixou-se empatar no limite. Os “leões” não conseguiram melhor que um empate (1-1) frente ao Moreirense, em jogo da 25.ª jornada da Liga portuguesa, um resultado que deixou a equipa de Rúben Amorim um líder menos tranquilo do campeonato. Após esta ronda, em que cedeu o seu quinto empate e em que os rivais mais directos ganharam, a vantagem sportinguista diminuiu em relação a todos: é agora de oito pontos para o FC Porto, 11 para o Benfica e 12 para o Sp. Braga.

Sem fugir ao seu modelo de jogo, Amorim voltou a mudar ligeiramente, lançando Paulinho em vez de Tiago Tomás e mantendo Daniel Bragança no “onze” para passar num campo onde, ainda durante a época passada, não conseguira melhor que um empate sem golos. O Moreirense estava bem preparado para enfrentar o líder e a prova disso foi a forma como quase marcou logo aos 9’. Numa transição supersónica, Rafael Martins viu-se frente a frente com Adán, mas o remate não teve a direcção que o brasileiro desejava e o lance perdeu-se.

Depois do susto, o Sporting vestiu a capa de líder e assumiu o controlo do jogo. Sem deslumbrarem, mas a procurarem a baliza adversária com paciência, os “leões” chegaram ao golo aos 21’. Bragança arrancou um cruzamento perfeito para a cabeça de Paulinho. O ex-avançado do Sp. Braga cabeceou na perfeição, Pasinato defendeu como podia e o avançado que custou 16 milhões fez a recarga para o 0-1, naquele que foi o seu primeiro golo ao serviço do clube.

Pela forma como o Sporting tinha vencido os últimos jogos, este até era um golo madrugador e que poderia dar outra segurança aos “leões”. Isso parecia uma evidência perante a falta de criatividade no ataque do Moreirense. E os “leões”, que tinham perdido Nuno Mendes por lesão antes da meia-hora, ainda festejaram mais uma vez antes do intervalo, com Paulinho a colocar a bola na baliza após uma bola ganha por Pedro Gonçalves. Mas a revisão do VAR detectou um fora-de-jogo de “Pote” no início da jogada e o golo foi invalidado.

O Sporting ia para o intervalo com uma vantagem mínima, mas que se justificava perante um adversário que tinha algumas dificuldades em soltar-se. Os “leões” entraram na segunda parte com mais uma boa oportunidade para fazer crescer a vantagem, com Pedro Gonçalves a ser desarmado no limite por Abdoulaye. Na recarga, Palhinha atirou de fora da área mas Pasinato segurou. Logo a seguir, mais uma dose de festejos “leoninos” que ficou na gaveta. Aos 58’, Pedro Gonçalves voltou a meter a bola na baliza vimaranense, mas o lance foi anulado por dois centímetros.

Até agora, o Sporting tinha sido quase sempre competente a defender vantagens mínimas, a gerir a vontade dos adversários em chegar à sua baliza e, quando necessário, a ganhar os jogos no limite. Mas as diferenças mínimas são isso mesmo, mínimas. E o Sporting, desta vez, não foi competente até ao último apito. Arriscou no controlo do jogo, mas o Moreirense também não desistiu e foi já no último minuto do tempo regulamentar que o empate aconteceu. 

Abdu Conté arrancou pelo flanco esquerdo, conseguiu espaço para um cruzamento que nem parecia ter grande perigo. Mas um corte deficiente de Feddal deixou a bola à mercê de Walterson e o brasileiro aproveitou o espaço para atirar a contar. Era um golo que premiava a atitude dos minhotos e penalizava os riscos que o Sporting estava a correr. 

Com mais quatro minutos para jogar na compensação, Coates foi para o ataque e toda a equipa só olhou para a baliza de Pasinato. Mas desta vez não houve “estrelinha”.