Joseph Losey, um cineasta na sombra

Americano fugido à Caça às Bruxas do senador McCarthy, em Inglaterra protagonizou um empreendimento de prestígio: o “cinema europeu”. Nos primeiros anos da década de 60 o seu nome destronou o de Ingmar Bergman no “pódio da snobeira crítica”. Mas a obra continua hoje exilada no país do esquecimento. Vamos tirá-la do exílio, propõe um ciclo da Leopardo Filmes, operação cinéfila para a reabertura das salas, a 19.

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Allan Tannenbaum/Getty Images

Joseph Losey foi um dos nossos “international art house men” nas décadas de 60 e 70. Descendente de uma família protestante, nascido em 1909 em La Crosse, Wisconsin, EUA, onde foi colega de liceu de Nicholas Ray, exilou-se na Europa nos anos 50, perseguido pela Caça às Bruxas do Comité das Actividades Anti-Americanas que passara a pente fino o seu curriculum vitae dos anos 30 — contactos com o teatro de vanguarda russo, experiência com o Living Newspaper, amizade e colaboração com Bertolt Brecht... Tornar-se-ia então um dos símbolos de um empreendimento internacional de prestígio: o “cinema europeu”. No tempo em que se constituíra como língua franca falada com uma vasta plateia e com um star system mais do que disponível.

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