À espera da bazuca

Relido o Plano de Recuperação e Resiliência, fiquei com a impressão que o país está com a mão estendida para a Europa, mas sem grandes ideias a não ser vagas noções de modernidade como “resiliência”, “transição climática” e “transição digital”.

Ninguém sabe como vai ser o tempo pós-pandemia, mas o Governo está ansiosamente à espera da “bazuca”. O nome, que vem da arma antitanque (e antes disso de um instrumento musical), mas, no presente contexto, significa a entrada de muito dinheiro, a maior parte a fundo perdido, da União Europeia. Não gosto da metáfora bélica, que tem subjacente a ideia de um grande poder financeiro para vencer a crise que atravessamos.

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