Bloqueios na reforma da justiça

Neste contexto, em que ninguém sabe o que deve ser mudado e em que os interlocutores relevantes não se entendem, é quase impossível que nos próximos tempos possa surgir uma oportunidade para consensos políticos e para mudanças significativas. O que acaba por ser trágico.

A justiça é o saco de pancada favorito de muita gente. É por ondas. A última é reformar de alto a baixo. Vamos lá então admitir como hipótese que a justiça bateu no fundo, que é a maior “doença” da democracia e que precisa mesmo de uma reforma profunda e radical nas suas estruturas organizativas e operativas fundamentais. A pergunta de senso comum que surge imediatamente é esta: se essa reforma é tão óbvia e consensual, não se faz porquê?