Informática e Saúde são algumas das áreas com salários mais elevados. Como escolher o que estudar?

Fundação José Neves lança hoje um guia para jovens e pais, para ajudar na escolha do curso.

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Miguel Manso

Em média, quem completa o ensino superior tem maior probabilidade de estar empregado e tem salários mais elevados. Em 2018, os jovens entre os 25 e os 34 anos com licenciatura tinham um salário 42% superior aos que ficaram pelo ensino secundário.

Também aqueles que terminaram cursos do pós-secundário, ou cursos técnicos superiores profissionais, têm ganhos salariais em cerca de 10% face aos que se ficam pelo 12.º ano. As áreas de estudo do ensino superior em que há salários médios mais elevados são Ciências Empresariais, Engenharia e técnicas afins, Informática, Matemática e Estatística, Saúde. 

Estas são apenas algumas informações disponíveis no Guia para jovens e pais: como escolher o que estudar?, lançado pela Fundação José Neves nesta sexta-feira. Também no site Brighter Future é possível fazer pesquisas sobre cursos, profissões, entre outros dados que podem ajudar no momento de fazer escolhas. Algumas ideias-chave, para pais e alunos, são, entre outras, a de que “continuar a estudar depois da escolaridade obrigatória compensa” e que “escolhas acertadas dependem de informação fiável”.

Neste guia fica a saber-se que as áreas de estudo com menor risco de desemprego nos primeiros anos após a formação são Ciências da Vida, Engenharia e técnicas afins, Informática, Matemática e Estatística, e Saúde. E que aquelas em que há menor risco de se trabalhar em profissões que exigem qualificações mais baixas são Arquitectura e Construção, Ciências veterinárias, e, uma vez mais, Engenharia e técnicas afins, Informática e Saúde.

O guia contém ainda alguns factos: os jovens portugueses tendem a “valorizar o prestígio da instituição, a sua localização, a empregabilidade e os espaços de lazer existentes na área geográfica da instituição” de ensino superior. Em geral, a escolha do curso é feita “de forma emocional e mais intuitiva e, só depois, se procura a informação para consolidar essa preferência”. Na verdade não há uma “uma receita única”, diz-se. As pessoas são todas diferentes, “têm prioridades e interesses diferentes”.

Também se sublinha que “as desigualdades sociais têm um peso muito relevante no percurso educativo”: “Quanto mais desfavorecido for o contexto familiar, maior o risco de insucesso escolar — e vice-versa.

Entre os países da OCDE, Portugal aparece como um dos países em que esse perfil socioeconómico mais condiciona as expectativas e as escolhas educativas dos alunos”, lê-se no documento, no qual se acrescenta que, “já aos 15 anos, os jovens portugueses de contextos sociais favorecidos têm uma maior expectativa de prosseguir para o ensino superior do que os jovens mais desfavorecidos”, com “uma diferença de 44 pontos percentuais, que fica acima da média da OCDE e de outros países europeus”.