O estranho caso das pessoas escanifobéticas

Se há dias em que nos trata como o grande amor da vida, trazendo flores para casa, sacando anilhas de latas de cerveja e ajoelhando-se na cozinha para nos fazer um dramático pedido de casamento, noutros comporta-se como se praticamente não nos conhecesse, chegando mesmo a nem nos cumprimentar com um beijo quando chega do emprego.

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Todos conhecemos pessoas estranhas e inconstantes. No trabalho, por exemplo, há por vezes aquele colega que tanto entra no escritório às 9h, eufórico como se tivesse ganho o Euromilhões, e estamos apenas a meio da semana de trabalho sem nada de relevante para fazer, ou então chega atrasado, lá para o meio do turno, com uma expressão tão pesada e carrancuda, apenas compreensível no caso da perda de algum parente, e não tem nenhuma justificação para o atraso nem para o luto fictício. Mas se num ambiente profissional se torna difícil lidar com pessoas que flutuam no humor tal qual uma barca à deriva em marés contrárias, imaginem o que é ter em casa um exemplar humano desta espécie.

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