Trabalhadoras flexíveis e patrões inflexíveis

Se a CITE dá razão a quatro em cada cinco trabalhadoras, é porque há má vontade da parte das empresas. Com que direito pedem às trabalhadoras que se adaptem a tudo, se não estão disponíveis para se adaptar a nada?

Em janeiro, quando António Costa apresentou ao Parlamento Europeu as prioridades da presidência portuguesa do Conselho Europeu, Ursula von der Leyen agradeceu-lhe o destaque ao pilar europeu dos direitos sociais: “I want to thank António for his leadership and support on this issue”. Perguntei-me por estes dias onde está a liderança portuguesa que von der Leyen saudou, a propósito do recente caso das trabalhadoras processadas pelos empregadores por pedirem um horário de trabalho compatível com a assistência aos filhos – um direito que a lei portuguesa regulou em 2003. É que a conciliação entre o trabalho e a vida pessoal faz parte do dito pilar europeu.

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