“À novo livro“ ou “há novo livro”? Bom Português tem nova edição “mais robusta” para nos ajudar a evitar erros

É já o terceiro livro da rubrica televisiva que passa diariamente no programa Bom Dia Portugal, da RTP.

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A jornalista Carla Trafaria na Feira do Livro de Lisboa Pedro Araújo Pina

Há ou à? Sobrescrito ou subscrito? Vêem ou vêm? A língua portuguesa pode ser, em muitos casos, traiçoeira e difícil de dominar. O novo livro Bom Português  — A resposta certa para cada dúvida, da Porto Editora, apresentado na quinta-feira na Feira do Livro de Lisboa, responde às dúvidas que até os mais confiantes chegam a ter. 

Já se passaram quase duas décadas desde que Luís Castro, na altura coordenador do programa Bom Dia Portugal, e o apresentador Carlos Albuquerque deram início à rubrica televisiva que levou a jornalista Carla Trafaria a andar pelas ruas e a pôr à prova o léxico dos portugueses. 

Carla Trafaria e Carlos Albuquerque Pedro Araújo Pina
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Desde que a Porto Editora ficou responsável pelos conteúdos linguísticos emitidos pela RTP, em 2004, foram publicados dois livros do Bom Português — o primeiro em 2009 e um segundo em 2011, exclusivamente dedicado às últimas mudanças do acordo ortográfico. Agora, em Setembro de 2021, chega às livrarias a terceira e até agora mais completa obra do programa, com cerca de 200 páginas repletas de correcções linguísticas. 

“Entendemos que era altura de proporcionar uma edição ainda mais robusta, actualizada, fácil de consultar e excepcionalmente eficiente no esclarecimento das principais dúvidas que assaltam todos os que gostam de falar e escrever em bom português”, conta-nos Paulo Gonçalves, assessor da Porto Editora. 

Desenvolvido com a ajuda de uma equipa editorial de cinco pessoas e vários linguistas, esta obra é, para Carla Trafaria, um “serviço público” de preservação e promoção do património nacional que é a língua portuguesa — a quinta mais falada na Internet e que até já tem um dia mundial em sua honra.

Entre milhares de entrevistas feitas pela jornalista, são várias as histórias que ficam por contar — umas mais cómicas, outras mais emotivas. “Lembro-me de uma senhora a quem fiz uma pergunta, junto ao metro do Campo Grande, que me contou que tinha um filho a entrar para a faculdade. Anos mais tarde, ela encontrou-me no mesmo sítio e mostrou-me o seu neto, que também já via o programa”, recorda a repórter.

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É também comum ser abordada por emigrantes portugueses que assistem ao Bom Português lá fora. “São vários os que me dizem que vêem o programa porque estão longe e assim sentem-se mais próximos do país. É uma das situações que me deixam mais orgulhosa e feliz com o sucesso que esta rubrica teve e continua a ter.” 


Texto editado por Carla B. Ribeiro