Cerca de “40%” dos governantes na área da saúde “têm ligações” ao sector privado

Entre 2009 e 2019, médicos “perderam 383 euros” por mês e enfermeiros “perderam 123 euros”, contabiliza o neurologista e dirigente do Bloco de Esquerda Bruno Maia, no livro sobre O Negócio da Saúde.

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Bruno Maia, dirigente do BE

O médico e dirigente do Bloco de Esquerda Bruno Maia analisou o percurso de 45 ministros e secretários de Estado da Saúde depois do 25 de Abril de 1974 até 2020 e concluiu que “40% apresentam ligações a empresas do sector” anteriores ou posteriores ao início de funções governativas. Os resultados da pesquisa surgem no livro O Negócio da Saúde: Como a medicina privada cresceu graças ao SNS, em que o neurologista defende a tese de que os grandes grupos económicos que dominam o sector são alimentados pelas “falhas do sistema público e pelas rendas do Estado”. Com nota introdutória da ex-ministra da Saúde Ana Jorge e prefácio do presidente do Conselho Nacional de Saúde Henrique Barros, o livro foi apresentado esta segunda-feira no Porto.